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    Início»Política»Vereador Siderlane Mendonça Sob Suspeita de Chefiar Organização Criminosa em Alagoas
    Política

    Vereador Siderlane Mendonça Sob Suspeita de Chefiar Organização Criminosa em Alagoas

    27 de abril de 2026
    Vereador Siderlane Mendonça Sob Suspeita de Chefiar Organização Criminosa em Alagoas
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    denúncia do MP-AL Revela Envolvimento de Vereador em Atividades Ilícitas

    O vereador José Siderlane de Araújo Mendonça, popularmente conhecido como Siderlane Mendonça, está sendo investigado por supostamente liderar uma organização criminosa. Embora o Ministério Público de Alagoas (MP-AL) não tenha confirmado oficialmente a identidade do investigado, documentos acessados pelo g1 associam o parlamentar ao processo 0600001-36.2022.6.02.0054, que é assinado pela juíza eleitoral Aída Cristina Lins Antunes da 54ª Zona Eleitoral.

    A assessoria de comunicação do vereador informou que está tentando entrar em contato com Siderlane para saber se ele irá se manifestar sobre as acusações. A Câmara Municipal de Maceió (CMM), por sua vez, informou que não se pronunciará sobre o caso neste momento. Em 25 de abril de 2025, o vereador foi afastado do cargo devido às suspeitas de seu envolvimento em crimes, sendo determinada a apreensão de bens e valores que superavam R$ 200 mil.

    Após mais de dois meses do seu afastamento, no dia 28 de julho de 2025, a Câmara Municipal anunciou que, em decorrência de uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), Siderlane retornou ao seu cargo. Além dele, a chefe de gabinete, Dulceana Palmeira de Sá, também enfrenta investigações e é mencionada na denúncia. A equipe de reportagem está em busca de uma posição da defesa dela.

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    Movimentação Financeira Suspeita Chamou a Atenção do MP

    A denúncia apresentada pelo Ministério Público destaca que a organização criminosa atuou entre 2018 e 2025, distribuindo funções específicas entre os denunciados. O processo revela uma movimentação financeira significativa, com um total superior a R$ 2,8 milhões, e detalha valores individualmente atribuídos aos investigados, além de saques e transferências que, segundo a análise inicial, se correlacionam com as atividades ilícitas descritas pela acusação.

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    De acordo com as informações do MP-AL, se as penas máximas forem aplicadas, a soma total pode chegar a impressionantes 7.169 anos de reclusão para os envolvidos. A variação das penas máximas, dependendo da função de cada um no esquema, pode oscilar entre 89 e 2.828 anos.

    O Ministério Público ressaltou que a denúncia foi fundamentada em dados substanciais coletados durante a investigação conduzida pela Polícia Federal, sendo o Poder Judiciário o responsável por processar a ação penal, assegurando o direito ao contraditório e à ampla defesa.

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