Ênio Lins denuncia ofensiva jurídica contra jornalistas em Alagoas
O jornalista Ênio Lins, que já atuou como secretário de Estado da Cultura e da Comunicação de Alagoas e atualmente compõe uma candidatura coletiva a deputado federal pelo PCdoB, publicou vídeo nas redes sociais alertando para o que considera uma tentativa explícita de cerceamento da liberdade de imprensa no estado. A denúncia está ligada às investigações do escândalo envolvendo o Banco Master, que vêm ganhando repercussão e gerando tensão entre veículos de comunicação locais.
Na gravação, Ênio destaca que, além das apurações do caso Banco Master, é urgente observar uma ofensiva contra o jornalismo investigativo em Alagoas. Segundo ele, grupos alinhados ao bolsonarismo usam o sistema judicial para intimidar profissionais que expõem irregularidades vinculadas ao banco.
183 ações judiciais contra profissionais da imprensa
O ponto central do alerta é o número de processos. Até a semana passada, segundo Ênio Lins, já somavam pelo menos 183 ações judiciais contra jornalistas no estado. Ele interpreta esse volume como uma estratégia clara para calar vozes críticas e dificultar a divulgação de informações relevantes para o público.
Embora o vídeo não traga detalhes sobre os autores ou o andamento de cada processo, o número exposto revela uma pressão institucional sobre o jornalismo local, especialmente aqueles que investigam o Banco Master e seus desdobramentos.
Leia também: CPI do Banco Master: PT e Flávio Bolsonaro em Conflito Após Escândalo de Ciro Nogueira
Fonte: jornalvilavelha.com.br
Leia também: Abraji Condena Ataques a Jornalista Após Infográfico sobre Daniel Vorcaro
Fonte: belzontenews.com.br
Solidariedade aos jornalistas processados
Além de denunciar a situação, Ênio Lins manifesta solidariedade a profissionais da comunicação que enfrentam essas ações. Ele cita nominalmente jornalistas e comunicadores como Blaine Oliveira, João Mouzinho, Vladimir Barros e o historiador Geraldo de Magela, ressaltando que todos têm sofrido consequências legais em função do trabalho jornalístico.
Essa manifestação ocorre em meio a debates intensos sobre os limites da liberdade de expressão, o direito à informação e a atuação da Justiça Eleitoral diante de conteúdos jornalísticos vinculados ao caso IPREV-Banco Master.
Defesa contundente da liberdade de imprensa
Ao concluir o vídeo, Ênio Lins reforça a defesa da liberdade de imprensa e denuncia a tentativa de censura apoiada por grupos bolsonaristas. Para ele, a volta a práticas de censura não pode ser aceita, especialmente em um momento em que o jornalismo investigativo cumpre papel essencial na fiscalização dos atos públicos.
A posição do ex-secretário insere-se no debate público como uma resistência institucional ao uso do Judiciário para restringir o trabalho da imprensa e, consequentemente, o direito da sociedade à informação.
Leia também: Kátia Cubel revela detalhes do 22º Prêmio Engenho de Comunicação
Fonte: acreverdade.com.br
Candidatura coletiva e articulação política
Além da trajetória jornalística e administrativa, Ênio Lins integra a disputa eleitoral de 2026 por meio de uma candidatura coletiva do PCdoB para a Câmara dos Deputados. Sua declaração pública, embora centrada na defesa da imprensa, também tem caráter político-eleitoral, reforçando o compromisso com a liberdade de expressão no plano político.
Escândalo do Banco Master e seus reflexos na imprensa local
As declarações de Ênio ocorrem em um momento de maior visibilidade das investigações sobre o Banco Master, especialmente após as aplicações milionárias realizadas pelo Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (IPREV). Procedimentos conduzidos pelo Ministério Público Federal e Polícia Federal têm alimentado reportagens e debates públicos.
Ao mesmo tempo, jornalistas que cobrem o caso enfrentam uma série de ações judiciais, com pedidos de direito de resposta e determinações para remoção de conteúdos. Essa combinação de fatos tem ampliado a discussão sobre os limites entre o direito à informação e a atuação judicial em Alagoas.
Para Ênio Lins, a defesa da liberdade de imprensa deve ser o foco central do debate político e institucional diante da multiplicação de processos contra profissionais da comunicação que investigam o Banco Master.

