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    Política

    Crises Políticas Afligem Gestões Municipais em Alagoas: A Guerra Silenciosa das Prefeituras

    19 de julho de 2025
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    Disputas e Rompimentos Marcam o Cenário Político Municipal em Alagoas
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    Disputas e Rompimentos Marcam o Cenário Político Municipal em Alagoas

    O primeiro ano de gestão para vários prefeitos alagoanos se revela conturbado, com crises políticas que transformam antigos aliados em adversários. Em diferentes municípios, gestores que chegaram ao cargo com o apoio de seus antecessores agora enfrentam um clima de tensões, rompimentos públicos e denúncias de traições que vêm ganhando destaque.

    A atmosfera política, longe de ser pacífica, se assemelha a uma guerra silenciosa entre prefeitos, vices, vereadores e ex-gestores. Em alguns casos, a disputas internas se tornam tão ruidosas que não podem ser ignoradas.

    Um dos casos mais notáveis dessa instabilidade é o de Rio Largo. O prefeito Pedro Carlos, que conquistou mais de 60% dos votos com o suporte do ex-prefeito Gilberto Gonçalves (GG), rompeu laços com seu mentor político e se aliou a um grupo rival, incluindo figuras como o senador Renan Calheiros e o governador Paulo Dantas, ambos do MDB.

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    Essa mudança de direção gerou um clima de hostilidade no cenário local, culminando em uma crise institucional marcada por tentativas de golpe, cartas de renúncia falsas e disputas judiciais. O rompimento se concretizou com a exoneração de GG da Secretaria Especial de Governo, resultando em um confronto direto com a Câmara Municipal. O episódio chegou a incluir uma renúncia forjada do prefeito e do vice, posteriormente anulada pela Justiça.

    Conflitos e Rompimentos em Outros Municípios

    Em Maragogi, a situação não é diferente. O ex-prefeito Fernando Sérgio Lira (PP) quebrou laços com o atual gestor, Dani Vasconcelos (PP), alegando que acordos estabelecidos durante a campanha não foram respeitados. Lira fez críticas a uma administração que considera centralizadora e prejudicial, permitindo inclusive que seus filhos deixassem cargos importantes na prefeitura e declarou oposição aberta, embora ainda não tenha recebido uma resposta oficial do prefeito.

    Porto de Pedras também vive um cenário conturbado. O ex-prefeito Henrique Vilela rompeu com seu sucessor, Allan de Jesus, após a exoneração de familiares do antigo gestor, incluindo seu filho e sua esposa. Aliados de Vilela relatam um clima de tensão crescente, insinuando que ele estaria utilizando sua influência para dificultar a gestão de Allan.

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    Em União dos Palmares, o clima de incerteza aumentou após a exoneração da vice-prefeita Samires Cândido Ulisses do cargo de secretária de Inclusão Social e Igualdade Racial. O prefeito Júnior Menezes alegou que a saída foi a pedido de Samires. No entanto, a movimentação gerou especulações sobre desentendimentos internos, uma vez que ela foi uma figura crucial na eleição da chapa vitoriosa.

    Tensões em Messias e Feira Grande

    No município de Messias, o prefeito Marcos Silva (MDB) enfrenta desafios consideráveis, com acusações públicas da vereadora Eliane Buarque sobre supostas ameaças e pressões políticas. O clima se intensificou após a eleição da nova mesa diretora da Câmara, que manteve o vereador Geraldo dos Santos no comando, com o apoio do deputado Antônio Albuquerque. Marcos negou as acusações e anunciou que tomará medidas judiciais, afirmando em um vídeo nas redes sociais que não cederá à pressão por cargos e favores.

    A crise também impactou Feira Grande, onde o prefeito Dário Roberto (MDB) rompeu com seu antecessor, Flávio Lira, ao exonerar aliados do ex-prefeito de funções estratégicas. A demissão da secretária de Finanças, ligada a Flávio, foi o catalisador desse rompimento. Dário, por sua vez, nomeou seu próprio filho para o cargo e afastou outros nomes associados ao antigo gestor, evidenciando uma disputa política intensa dentro da Câmara Municipal.

    Proximidade e Distanciamento em Lagoa da Canoa

    Em Lagoa da Canoa, a prefeita Edilza Alves (PP) surpreendeu ao se aproximar do MDB, sinalizando uma distância em relação à ex-prefeita Tainá Veiga e ao grupo do deputado Arthur Lira. Essa mudança resultou em insatisfação entre aliados antigos e levantou acusações sobre a prefeita estar transformando o Executivo em um projeto familiar, com a expectativa de que Edilza formalize sua filiação ao MDB em breve.

    Marechal Deodoro também não escapa da turbulência política, com o atual prefeito André Bocão (MDB) e seu antecessor, Cláudio Filho (Cacau), enfrentando relações desgastadas após terem trabalhado juntos na eleição. O clima de rivalidade entre os ex-aliados reflete uma realidade que se torna cada vez mais comum nas gestões municipais de Alagoas, onde as promessas de unidade e colaboração rapidamente se desfazem em meio a disputas pelo poder.

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