Ação do MDB contesta candidatura de Marina JHC ao Senado
A coligação liderada pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido do governador Renan Filho, ajuizou uma ação no Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) para impugnar o registro da candidatura de Marina JHC (PSDB) ao Senado. Marina é esposa de João Henrique Caldas, conhecido como JHC, ex-prefeito de Maceió e atual candidato ao governo estadual pelo PSDB.
Acusações sobre desincompatibilização e vínculos públicos
O MDB sustenta que Marina não teria cumprido o prazo legal para se desincompatibilizar da função que exercia na Fundação Educacional Jayme de Altavila (Fejal), responsável pelo Centro Universitário Cesmac. Além disso, a coligação aponta que a candidata manteve participação em programas vinculados à Prefeitura de Maceió.
Segundo o processo judicial, Marina tomou posse em 30 de março de 2026 como conselheira da Assembleia Geral da Fejal, cargo que envolve atribuições administrativas diretas. Por isso, a legislação eleitoral determina afastamento definitivo com antecedência mínima de seis meses antes do pleito, marcado para outubro.
No entanto, a acusação detalha que Marina solicitou apenas licença temporária em julho, com retorno previsto para 5 de outubro, após o primeiro turno das eleições. O MDB também destaca os vínculos financeiros e institucionais da Fejal com o setor público, incluindo convênios para bolsas de estudo em Medicina com a Prefeitura de Maceió e contratos educacionais firmados com o Instituto Federal de Alagoas (Ifal).
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Atividades e publicações nas redes sociais reforçam suposta irregularidade
O partido apresenta ainda publicações nas redes sociais que, segundo a ação, indicam que Marina permaneceu acompanhando e divulgando projetos públicos da prefeitura da capital alagoana. Entre as iniciativas associadas à candidata estão Saúde da Gente, Banco da Mulher Empreendedora, Gigantinhos, Olhar da Gente, Casa do Autista e Hospital Pet.
Para o MDB, essas atividades teriam continuado além dos prazos legais para desincompatibilização, que vão de 4 de abril a 4 de julho, e persistido mesmo após a formalização do pedido de candidatura em 15 de agosto.
Processo ainda sob análise e defesa de Marina
O processo permanece em análise no TRE-AL. Marina foi notificada pela Justiça Eleitoral para apresentar sua defesa no prazo de sete dias. Em nota, ela classificou as acusações como uma manobra política: “A tentativa de retirar no tapetão Marina JHC da disputa pelo Senado mostra o desespero dos adversários do povo de Alagoas. A candidatura de Marina JHC representa a esperança de renovação no Senado Federal. Uma mulher, empreendedora, com projetos inovadores, sensibilidade e trabalho já aprovado. Um perfil que assusta os coronéis. Marina JHC está segura de sua candidatura e da vitória em 4 de outubro.”
MDB já questionou propaganda eleitoral irregular envolvendo Marina
Esta não é a primeira disputa judicial envolvendo Marina JHC promovida pelo MDB. A coligação também protocolou no TRE-AL um processo acusando Marina e JHC de propaganda eleitoral irregular em bem público ou de uso comum.
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O MDB relata que, no dia 16 de agosto, os candidatos e seus apoiadores realizaram um evento no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, em Maceió, com bandeiras, adesivos, banda, gritos de guerra e discursos, posteriormente divulgados em redes sociais, como o Instagram.
O partido solicitou à Justiça Eleitoral a retirada dessas publicações e a proibição de novos atos de campanha em bens públicos. Contudo, a Justiça Eleitoral negou liminarmente o pedido, argumentando que, em análise preliminar, não havia elementos suficientes para caracterizar propaganda eleitoral irregular. O processo segue em tramitação, e os candidatos ainda devem apresentar suas defesas.
Perfil de Marina JHC e trajetória na disputa eleitoral
Marina Antunes Cândia e Figueiredo, ou Marina JHC, é candidata ao Senado pelo PSDB e esposa do candidato ao governo pelo mesmo partido, João Henrique Caldas. Esta representa sua primeira disputa eleitoral ao Senado por Alagoas.
Inicialmente, Marina havia registrado candidatura para deputada federal na convenção do PSDB/Cidadania em 5 de agosto. A mudança para a disputa ao Senado ocorreu após Alfredo Gaspar desistir da candidatura ao Senado para integrar a chapa como vice de Flávio Bolsonaro, abrindo espaço para Marina assumir a vaga.

