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    Tecnologia

    Secult e Ufal: A Revolução Digital na Preservação de Obras Raras da Biblioteca Pública Estadual

    1 de abril de 2026
    Secult e Ufal: A Revolução Digital na Preservação de Obras Raras da Biblioteca Pública Estadual
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    Digitalização: Uma Ponte entre Tempos e Conhecimentos

    No coração de Maceió, a Biblioteca Pública Estadual Graciliano Ramos abriga um acervo inestimável, com cerca de 6 mil obras raras que narram histórias fundamentais de Alagoas e do Brasil. Com a digitalização desse acervo, resultado de uma colaboração inovadora entre a Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult) e a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), essas vozes raras estão se modernizando, alcançando um público mais amplo.

    A digitalização visa conectar a rica história do passado a um futuro acessível, permitindo que documentos frágeis, que antes eram restritos a visitas presenciais, agora possam ser acessados por pesquisadores, estudantes e pela sociedade em geral, sem comprometer sua integridade física.

    Essa iniciativa é parte de um esforço contínuo que começou em 2014, quando o projeto de restauração e modernização da biblioteca revelou a existência de uma vasta coleção de obras raras. Desde então, tornou-se evidente a necessidade de preservar e catalogar esse material, levando à criação do setor de obras raras.

    Um Legado que Transcende o Papel

    Em 2015, a aprovação da Política de Desenvolvimento de Coleções estabeleceu diretrizes fundamentais para a preservação e catalogação, alinhando a biblioteca a padrões reconhecidos nacional e internacionalmente. Os livros raros são mais do que textos; eles são testemunhos históricos, apresentando encadernações artesanais, papéis obsoletos e anotações feitas à mão. Cada detalhe desses livros oferece uma nova perspectiva cultural e histórica.

    Entre os tesouros que compõem o acervo está a coleção ‘Contos de Diogo de Couto’, datada de 1778, que documenta os feitos portugueses no Oriente e continua sendo uma fonte de pesquisa relevante para estudiosos da história marítima.

    Assim, a digitalização destas obras raras não é apenas uma questão de preservação; é uma oportunidade de democratizar o conhecimento, permitindo que mais pessoas tenham acesso a essas informações valiosas. “Estamos conectando gerações. A digitalização expande o acesso ao conhecimento e zela por um patrimônio que pertence a todos os alagoanos”, afirmou Mellina Freitas, secretária da Secult.

    Estruturação e Inovação na Educação

    Um dos pilares dessa iniciativa é o Laboratório de Gestão Eletrônica de Documentos (Laged), inaugurado em 2024 com um investimento de R$ 200 mil da Fapeal, em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). O laboratório, equipado com tecnologia avançada, não apenas atende alunos de Biblioteconomia, como também colabora com projetos de instituições públicas.

    Rosaline Mota, coordenadora do Laged, destaca a importância do laboratório no processo de digitalização. “Sem ele, seria difícil realizar um trabalho tão detalhado e inovador como a digitalização das obras raras”, afirmou. A professora ressaltou que a digitalização é crucial para a preservação, permitindo que o acervo seja acessado digitalmente e minimizando o desgaste físico das obras originais.

    Um Olhar para o Futuro da Cultura Alagoana

    O projeto de digitalização não apenas preserva a história, mas também oferece um olhar atento à formação dos estudantes. Segundo Mota, a parceria com a Secult agrega valor à formação acadêmica, proporcionando aos alunos uma experiência prática com o acervo. “Estamos preparando os estudantes para atuarem em projetos semelhantes no futuro”, disse.

    Além de preservar a memória alagoana, a digitalização de obras de autores locais é uma forma de manter viva a cultura e a história do Estado. Mira Dantas, supervisora da Biblioteca Pública Estadual, enfatizou a singularidade de cada obra. “Cada livro conta uma história única. A digitalização ajuda a preservar essas narrativas e a torná-las acessíveis a um público maior”, comentou.

    Com esse projeto, a Biblioteca Pública Estadual Graciliano Ramos se posiciona na vanguarda da preservação documental, mostrando que é possível integrar cultura, ciência e tecnologia. Através dessa parceria, não apenas a história dos autores alagoanos será resgatada, mas também a rica cultura e as vivências que moldaram o Estado de Alagoas.

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