Um festival que nasceu de um sonho coletivo
Projetos culturais de grande porte costumam ser gestados em um processo longo, marcado por encontros, diálogo e muita reflexão. Foi assim com o festival internacional de cultura de maceió, idealizado pelo presidente da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), Myriel Neto. O evento, que aconteceu entre os dias 25 e 27 de setembro, transformou o bairro de Jaraguá em um polo pulsante de manifestações artísticas, reunindo mais de 150 grupos e artistas locais, de outros estados do Brasil e de países estrangeiros.
Maceió em destaque no cenário cultural brasileiro
Desde sua primeira edição, o festival surpreendeu ao se consolidar como o maior do gênero no país em número de participantes, superando até mesmo a tradicional celebração que ocorre em Olímpia (SP). Essa repercussão reforça a força e a riqueza da produção cultural de Maceió, que ganhou visibilidade nacional e internacional. Para Myriel Neto, que celebra três anos à frente da FMAC, o evento representa um passo significativo na missão de fortalecer e fomentar a cultura local.
“O festival começou a ser pensado há dois anos, com estudos e muita construção para definir qual seria o encontro cultural que Maceió merecia. A intenção não era apenas trazer atrações, mas criar um espaço de intercâmbio e valorização dos artistas locais, fazendo com que a cultura ocupasse as ruas”, explica Myriel, ressaltando a emoção de ver tudo isso acontecer em Jaraguá.
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Intercâmbio cultural e valorização dos artistas locais
Mais do que promover apresentações, a FMAC tem como objetivo ampliar oportunidades para os artistas e aproximar a população das manifestações culturais. O festival materializa essa proposta ao colocar em diálogo expressões locais, nacionais e internacionais. Com isso, cria-se um intercâmbio que destaca o potencial da cultura maceioense para dialogar com o mundo.
Durante os três dias de evento, Jaraguá se transformou em um mosaico de sons, cores e movimentos. A Rua Sá e Albuquerque, junto aos diferentes polos do circuito, recebeu uma diversidade de apresentações, desde cocos de roda, bumba meu boi, guerreiro, pastoril, afoxés, até escolas de samba e frevo, mesclando tradições alagoanas com grupos convidados de outras regiões.
Confiança e apoio para transformar o projeto em realidade
O prefeito Rodrigo Cunha teve papel fundamental para viabilizar o festival, oferecendo o suporte necessário para que a ideia saísse do papel. “Um projeto dessa magnitude precisa de confiança, e o prefeito compreendeu a importância de Maceió sediar um evento cultural dessa dimensão desde o início”, destaca Myriel, reconhecendo a soma de esforços que tornou possível o encontro.
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Três anos de FMAC e uma nova agenda cultural em Maceió
Ao completar três anos à frente da Fundação, Myriel Neto enxerga o Festival Internacional de Cultura como uma síntese do trabalho desenvolvido pela gestão: fortalecer as raízes culturais, ampliar os espaços para os artistas e aproximar o público das expressões locais. “Essa conquista é coletiva, resultado do empenho dos artistas, produtores, trabalhadores da cultura e da própria cidade”, afirma.
Ao final da primeira edição, ficou clara a imagem de uma cidade que abraçou diferentes culturas sem abrir mão de sua identidade. Maceió mostrou que, quando a cultura toma as ruas, transforma a cidade inteira, promovendo encontros, reconhecimento e circulação artística para todos os seus habitantes.

