Jaraguá e a força da cultura popular nas ruas de Maceió
Na noite de sexta-feira (25), Jaraguá não foi apenas cenário; tornou-se palco vivo de uma celebração cultural que atravessa gerações. A Rua Sá e Albuquerque se encheu de cores, ritmos e histórias durante o grandioso cortejo do festival internacional de cultura de Maceió. Centenas de artistas desfilaram, mostrando a força da cultura popular local e promovendo um encontro singular entre grupos de Alagoas, de outras regiões do Brasil e de países estrangeiros.
diversidade cultural em movimento: tradições que se encontram
Manifestos como bumba meu boi, pastoril, maracatu, capoeira, bandas afro, afoxés, fandango, baianas, cocos de roda e quadrilhas deram vida ao cortejo, revelando a riqueza da cultura popular. Cada grupo trouxe à rua sua história e seus ritmos, aproximando gerações e reforçando a importância de preservar os saberes que formam a identidade cultural de Maceió.
Durante algumas horas, a Rua Sá e Albuquerque tornou-se um retrato da diversidade cultural da cidade. De um lado, manifestações nascidas em Maceió e em Alagoas. Do outro, expressões culturais vindas de diferentes regiões do Brasil e do mundo. O público acompanhou de perto esse encontro que, dificilmente, caberia em um único palco.
Intercâmbio cultural com grupos nacionais e internacionais
Entre os convidados nacionais estavam Frutos do Pará, Sarandeiros, Flor Serrana, Grupo Parafusos e Xaxado Cabras de Lampião, que dividiram espaço com grupos locais. A programação internacional contou com representantes da Colômbia, Croácia e México, ampliando o intercâmbio cultural promovido pelo festival.
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Myriel Neto, presidente da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), destacou que o cortejo é a essência da proposta do festival. “Sonhamos com um momento em que Maceió pudesse receber o mundo e, ao mesmo tempo, mostrar a riqueza que temos aqui. Ver centenas de artistas ocupando Jaraguá, unindo manifestações populares locais com grupos de outros estados e países, é uma emoção enorme. Isso mostra que a cultura tem história, força e gente que luta diariamente para mantê-la viva”, afirmou.
Homenagens e continuidade da cultura popular
Momento marcante da noite foi a homenagem ao Mestre Geraldo, falecido em setembro e que dá nome ao palco principal do festival. Sua esposa, Marta Maria, recebeu o carinho da plateia e falou sobre o legado do mestre. “Manter a memória dele é continuar defendendo aquilo em que ele acreditava. O legado dele segue vivo através de mim, dos meus filhos e do grupo Axé Zumbi. A cultura salva vidas, transforma pessoas e dá oportunidade a muitos jovens. Enquanto eu puder, farei o trabalho dele continuar”, declarou emocionada.
Outro destaque foi o Transart – Balé Folclórico de Alagoas, que celebrou 50 anos de trajetória. O grupo se tornou referência na representação das manifestações culturais alagoanas, levando a identidade do Estado a diferentes públicos. Rogers Aires, presidente do Transart, ressaltou a emoção de ver um festival internacional acontecer em Maceió e a importância de mostrar a cultura local nesse contexto. “Ter um evento dessa magnitude em Maceió era um sonho antigo. Para nós, que comemoramos cinco décadas, receber essa homenagem torna tudo ainda mais especial”, afirmou.
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Programação musical e continuidade das atividades
A Orquestra Som do Nordeste abriu as apresentações, trazendo a força da música nordestina para o festival. Após o cortejo, o público acompanhou as performances no Polo Mestre Geraldo, incluindo o Transart e o show do Rock Maracatu, que misturou música contemporânea com ritmos da cultura popular.
Após uma noite intensa em que centenas de artistas ocuparam as ruas de Jaraguá, o Festival Internacional de Cultura de Maceió segue nos dias 26 e 27, com mais apresentações locais, nacionais e internacionais na Rua Sá e Albuquerque. A programação continua valorizando o intercâmbio cultural e fortalecendo os grupos que mantêm vivas as tradições populares da cidade.
Em Jaraguá, Maceió permanece de portas abertas para receber o mundo e, sobretudo, para celebrar a riqueza de sua cultura autêntica.

