Alagoas se destaca no crescimento do emprego formal
Alagoas registrou o maior crescimento proporcional no emprego formal do Brasil em setembro, com alta de 2,47% no número de trabalhadores com carteira assinada, conforme dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O desempenho coloca o estado à frente dos demais, seguido por Amapá (+1,35%) e Roraima (+1,23%).
No cenário nacional, 26 dos 27 estados e o Distrito Federal apresentaram saldo positivo na geração de empregos formais. Em números absolutos, Alagoas abriu 11.110 vagas, ficando atrás apenas de São Paulo (19.391) e Pernambuco (13.371). Esse saldo é resultado das 25.672 admissões contra 14.562 desligamentos registrados no mês.
Indústria e setores diversos impulsionam o mercado de trabalho
A indústria foi o principal motor da criação de empregos em Alagoas, com 7.980 novas vagas, fruto de 10.103 admissões e 2.123 desligamentos. Outros setores também contribuíram para o crescimento: agropecuária (+1.446), serviços (+1.144), comércio (+374) e construção civil (+166).
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Faixa etária entre 40 e 49 anos lidera vagas com carteira assinada
O Caged indica que a maior parte das vagas abertas em Alagoas foi ocupada por trabalhadores de 40 a 49 anos, com 2.826 postos, representando 25,4% do total. Logo após, aparecem os jovens entre 18 e 24 anos (2.640 vagas), seguidos pelas faixas de 30 a 39 anos (2.514) e de 50 a 64 anos (1.507).
Panorama nacional da criação de empregos formais
Em todo o país, a economia gerou 121.305 vagas formais em setembro, com 2.214.437 admissões e 2.093.132 desligamentos. Com isso, o estoque nacional de empregos formais atingiu 48,35 milhões de vínculos ativos, acumulando alta de 2,65% no ano, o que representa 1,24 milhão de novas vagas entre janeiro e setembro.
Desde o início de 2023, o Brasil criou 5,65 milhões de empregos formais. O setor de serviços foi o principal responsável pela expansão em setembro, com 81.241 novas vagas, seguido pela indústria (+19.285), comércio (+15.697) e construção civil (+9.468). O único setor a registrar fechamento de postos foi a agropecuária, que teve redução de 4.381 vagas.

