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    Início»Economia»Petroleiras Adquirem 19 Novas Áreas para Exploração de Petróleo na Foz do Amazonas
    Economia

    Petroleiras Adquirem 19 Novas Áreas para Exploração de Petróleo na Foz do Amazonas

    18 de junho de 2025
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    A Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) anunciou recentemente a concessão de 19 novas áreas para a exploração de petróleo na bacia da Foz do Amazonas, localizada no estado do Amapá. Esta região é atualmente o foco de intensos debates entre o governo, a Petrobras e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em relação ao licenciamento necessário para a pesquisa de petróleo. A movimentação no setor ocorre em um momento crucial, pois o leilão realizado no dia 17 de junho antecede o prazo de validade de uma avaliação ambiental que permite a inclusão das áreas da Margem Equatorial em leilões.

    Neste leilão, a ANP disponibilizou um total de 172 áreas para exploração de petróleo em todo o território nacional, sendo 47 delas localizadas na Margem Equatorial. Do total de áreas oferecidas, 34 blocos foram adquiridos nas bacias do Parecis, Foz do Amazonas, Santos e Pelotas, resultando em um investimento total de R$ 989 milhões. Dentre essas, 19 áreas da Foz do Amazonas foram leiloadas, totalizando R$ 844 milhões em investimentos, com destaque para empresas renomadas como Petrobras, ExxonMobil, Chevron e CNPC.

    Embora a Margem Equatorial tenha representado mais da metade dos blocos arrematados, foi nesta região que se concentrou o maior valor de investimento, correspondendo a impressionantes 85% do total arrecadado no leilão. A dinâmica dos leilões de blocos de petróleo no brasil é complexa, pois mesmo com a aquisição, as empresas não recebem automaticamente a licença para iniciar suas atividades exploratórias. Todas as operações dependem de um licenciamento específico, que deve ser concedido pelo Ibama.

    Atualmente, a Petrobras está em busca da autorização do Ibama para realizar atividades de perfuração no bloco FZA-M-59, também conhecido como bloco 59, que foi adquirido na costa do Amapá. A ANP agendou o leilão para um dia antes do vencimento de uma avaliação ambiental que poderia influenciar a inclusão dessas áreas na oferta. Para a Foz do Amazonas, há um consenso entre os ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente sobre a necessidade de uma análise detalhada dos setores leiloados.

    Um documento crucial, assinado em 2020 durante a administração do ex-presidente Jair Bolsonaro, vence no dia 18 de junho. Apesar da preocupação com os potenciais impactos ambientais, os ministérios aprovaram o leilão, ressaltando que seria essencial uma avaliação minuciosa durante o processo de licenciamento ambiental. No entanto, na última quinta-feira (12), o Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação na Justiça Federal buscando impedir o leilão, questionando a expansão das áreas disponíveis para exploração antes de uma análise completa dos impactos ambientais. O MPF solicitou que as devidas avaliações fossem realizadas antes da oferta dos blocos.

    Apesar dessas tentativas, a Justiça não tomou uma decisão até a data do leilão, que ocorreu sem impedimentos. É importante ressaltar que, para qualquer atividade na região, as empresas devem obter a licença do Ibama, que avalia o potencial de impacto ambiental das operações. Caso o órgão considere necessário, poderá estabelecer exigências para que o projeto avance ou até mesmo barrar a exploração.

    Assim, ainda que uma área tenha sido leiloada e concedida a uma empresa, isso não significa que a exploração esteja garantida. Um exemplo claro é o bloco 59, adquirido em 2013, que até o momento não recebeu as licenças necessárias para iniciar as atividades.

    As operações de petróleo são divididas em três fases principais: exploração, desenvolvimento e produção. Durante a fase de exploração, a empresa realiza estudos para determinar o potencial produtivo da área, avaliando se há petróleo suficiente para justificar a perfuração. Nesta etapa, a petroleira realiza a perfuração dos primeiros poços para identificar novas descobertas.

    Atualmente, a Petrobras busca avançar na fase de exploração na Foz do Amazonas, verificando se a área possui potencial para a produção de petróleo e se esse potencial é comercialmente viável. O projeto da Petrobras envolve a obtenção de uma licença prévia para realizar uma “Avaliação Pré-Operacional”, que visa testar a resposta a emergências, seguida pela emissão de uma licença de operação para dar continuidade às atividades de perfuração.

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