Tecnologia Wolbachia na luta contra o Aedes aegypti
O município de Arapiraca dá um passo importante no combate às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Depois de iniciar o uso das ovitrampas, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, apresentou ao prefeito Luciano Barbosa a tecnologia Wolbachia. Essa inovação utiliza mosquitos infectados com uma bactéria que reduz a capacidade de transmissão dos vírus da dengue, zika e chikungunya.
A apresentação ocorreu na Sala de Reuniões do Centro Administrativo, com a presença do secretariado municipal, reforçando a necessidade de um trabalho coordenado entre diferentes setores para garantir o sucesso da estratégia. A secretária Rafaella Albuquerque e o superintendente de Vigilância em Saúde, Evandro Melo, explicaram o funcionamento da tecnologia e detalharam o processo de preparação, que começou em fevereiro.
Como funciona a tecnologia Wolbachia
A Wolbachia é uma bactéria comum em vários insetos, como abelhas e borboletas, e não representa risco para os seres humanos, pois vive dentro das células dos insetos e não se transmite por picada. Quando introduzida no Aedes aegypti, que naturalmente não a possui, essa bactéria biológica limita a capacidade do mosquito de transmitir dengue, zika e chikungunya, mesmo se o vírus estiver presente em seu organismo.
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Essa técnica consiste na liberação dos chamados Wolbitos, mosquitos infectados com Wolbachia que se cruzam com a população local, gerando uma nova geração de mosquitos portadores da bactéria, incapazes de propagar os vírus. A estratégia é preventiva, sustentável e segura para toda a população, oferecendo um efeito duradouro no controle das doenças.
Parcerias e impacto global
O projeto em Arapiraca é resultado de uma parceria entre a Prefeitura, o Ministério da Saúde, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), a Wolbito do Brasil, responsável pela produção dos mosquitos com Wolbachia, e a World Mosquito Program (WMP), criadora do método.
Essa tecnologia já é aplicada em 15 países, com uma média de 85% de redução nos casos de dengue. No Brasil, dezenas de cidades adotaram o método, destacando-se Niterói (RJ), que registrou queda de 89% na incidência da doença após a implantação. Estima-se que, até a próxima década, cerca de 140 milhões de brasileiros estejam protegidos contra arboviroses graças a essa inovação.
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Foco local e expansão futura
Em Arapiraca, o método será implementado inicialmente em 24 bairros com alta incidência de casos, beneficiando cerca de 118 mil habitantes. O prefeito Luciano Barbosa já afirmou a intenção de ampliar a estratégia para outras áreas da cidade.
“É fundamental apoiar iniciativas como essa. Assim como desenvolvemos um método eficaz, devemos investir em pesquisas e inovações que tragam soluções para desafios importantes. A ciência é essencial para fortalecer a saúde pública e melhorar a vida das pessoas”, destacou o gestor, que também parabenizou os envolvidos e se comprometeu a apoiar futuras ações.

