Taxa de Desemprego é a Menor para Trimestres de Janeiro
A taxa de desemprego no Brasil se manteve em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, segundo dados recentes divulgados pelo IBGE. Este percentual é igual ao apurado no trimestre anterior, que terminou em outubro de 2025, e marca uma redução de 1,1 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado, quando a taxa era de 6,5%. Essa estabilidade é considerada um reflexo positivo pela coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy.
De acordo com Beringuy, essa taxa representa o menor nível desde o início da série histórica para trimestres que se encerram em janeiro. Ela destacou que, apesar da estabilidade, há uma tendência geral de queda na taxa de desemprego. “Normalmente, no início do ano, a taxa tende a subir, mas isso ainda pode ser observado nos próximos resultados”, comentou a especialista.
Queda Significativa Comparada ao Ano Anterior
Ao comparar com o mesmo trimestre do ano anterior, a redução na taxa de desocupação se torna ainda mais evidente. “Observamos uma melhora clara quando olhamos para o ano passado”, ressaltou Beringuy. O número de pessoas desocupadas somou 5,9 milhões, mantendo-se estável em relação ao trimestre anterior, mas apresentando uma queda de 17,1% em comparação com janeiro de 2025, o que equivale a aproximadamente 1,2 milhão de pessoas a menos sem trabalho.
Em contrapartida, a população ocupada alcançou 102,7 milhões de pessoas, um número que se manteve praticamente inalterado em relação ao trimestre anterior, mas que representa um crescimento de 1,7% em relação ao mesmo período do ano passado, com a inclusão de 1,7 milhão de novos trabalhadores no mercado.
Nível de Ocupação e População Subocupada
O nível de ocupação, que mede a porcentagem da população em idade de trabalhar que está empregada, ficou em 58,7%. Esse índice se manteve estável em relação ao trimestre anterior e mostrou um aumento de 0,5 ponto percentual em comparação ao mesmo período do ano passado. A população subocupada por insuficiência de horas, que inclui pessoas que trabalham menos horas do que desejam, totalizou 4,5 milhões e também se manteve estável em ambas as comparações, trimestral e anual.
Pessoas Fora da Força de Trabalho Aumentam
No que diz respeito à população fora da força de trabalho, o número chegou a 66,3 milhões, permanecendo estável em relação ao trimestre anterior, mas registrando um crescimento de 1,3% na comparação anual, o que corresponde a mais 846 mil pessoas. Entre aqueles que desistiram de buscar emprego, a população desalentada totalizou 2,7 milhões, um número inalterado em relação ao trimestre anterior, mas 15,2% menor se comparado ao mesmo período do ano passado, representando uma diminuição de 476 mil pessoas.
Assim, a taxa de desalento ficou em 2,4%, estável em relação ao trimestre, mas 0,4 ponto percentual abaixo do verificado um ano antes. Esses dados refletem um cenário de esperança no mercado de trabalho, embora as oscilações sazonais ainda possam influenciar os resultados.
Rendimento Real e Massa de Rendimentos
Relativamente ao rendimento, o salário real habitual atingiu R$ 3.652, registrando uma alta de 2,8% em relação ao trimestre anterior e um crescimento de 5,4% na comparação anual. Já a massa de rendimento real habitual, que é a soma de todos os salários pagos no Brasil, alcançou R$ 370,3 bilhões, com um aumento de 2,9% no trimestre e de 7,3% no ano, resultando em R$ 10,5 bilhões e R$ 25,1 bilhões a mais, respectivamente.
Por fim, a força de trabalho, que inclui tanto os ocupados quanto os que estão à procura de emprego, totalizou 108,5 milhões de pessoas no trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026. Esse número se manteve estável em relação ao trimestre anterior, mas apresentou um crescimento de 0,4% quando comparado ao mesmo período do ano passado, refletindo um acréscimo de 472 mil pessoas no mercado.

