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    Saúde

    Pai relata que filho não quer mais ir à escola após comparação a chimpanzé por professor em Maceió

    7 de março de 2026
    Imagem do artigo
    Situação gera revolta e investigações sobre racismo escolar em Maceió
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    Repercussões do Caso de Racismo Escolar

    A situação envolvendo um aluno negro que foi comparado a um chimpanzé por um professor em Maceió repercutiu de forma alarmante. O pai do garoto, em entrevista à TV Asa Branca Alagoas, expressou sua preocupação: “Eu tenho quase certeza que a gente vai ter que ter uma psicóloga para ter esse acompanhamento, porque eu como pai estou sentindo. Imagina o garoto”. O relato do pai revela o impacto emocional que a ofensa teve sobre a criança, que, segundo ele, sempre retornava feliz da escola, mas, neste dia específico, chegou em estado de abatimento.

    O pai, ao ouvir o relato do filho, imediatamente procurou a direção da escola e, para sua surpresa, foi informado que o professor admitiu a comparação. “Inclusive recebi o vídeo constrangedor, por sinal. E aí a gente procurou a Justiça para tomar as medidas cabíveis”, relatou o pai, demonstrando a gravidade da situação e sua determinação em buscar justiça.

    Investigação em Andamento

    Esse incidente, que ocorreu no dia 12 de fevereiro deste ano, ganhou repercussão nacional após a abertura de um inquérito policial. A Delegacia Especial dos Crimes contra Vulneráveis Tia Marcelina está à frente das investigações. O advogado da família, Alberto Jorge, comentou sobre o andamento do caso, afirmando que uma parte do inquérito já foi concluída com a escuta do adolescente. “A delegada Rebecca Cordeiro, titular da Delegacia Especial dos Crimes contra os Vulneráveis, concluiu uma parte do inquérito com a escuta do menor. Agora o suspeito será chamado para depor e, depois, o caso será encaminhado à 14ª Vara Criminal”, explicou o advogado. Essa sequência é fundamental para que o processo criminal possa avançar.

    Ações do Colégio Fantástico

    Em resposta ao ocorrido, o Colégio Fantástico emitiu uma nota repudiando qualquer ato de racismo, discriminação e preconceito. A instituição afirmou que entre as ações imediatas adotadas está o afastamento do professor de matemática envolvido no episódio, que não faz mais parte do quadro de colaboradores da escola. Essa decisão é um passo importante para lidar com a situação e demonstrar que a escola não tolera comportamentos discriminatórios.

    Este caso levanta questões significativas sobre o racismo institucional e os impactos psicológicos que esse tipo de discriminação pode ter nas vítimas, especialmente crianças e adolescentes. A mobilização da sociedade e das instituições é crucial para que episódios como este não se repitam e para que se promova um ambiente escolar mais inclusivo e respeitoso. Para muitos pais, a educação dos filhos deve ser um espaço seguro, onde os jovens possam aprender e se desenvolver sem medo de discriminação. O acompanhamento psicológico sugerido pelo pai da criança pode ser um recurso importante para ajudar o garoto a lidar com a situação e superar os traumas causados pela ofensa.

    13º salário Maceió arte e educação direitos humanos racismo escolar
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