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    Economia

    Queda no Consumo das Famílias em Maceió: Impactos da Inflação e Impostos

    4 de março de 2026
    Queda no Consumo das Famílias em Maceió: Impactos da Inflação e Impostos
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    Queda no Consumo das Famílias em Maceió

    A pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), realizada pelo Instituto Fecomércio de Alagoas em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), revela que o consumo das famílias em Maceió está em queda. Apesar da desaceleração da inflação em alguns setores, as pressões fiscais e as despesas comuns no início do ano continuam impactando o orçamento familiar. Para fevereiro, o indicador registrou 102,5 pontos, uma perda significativa de 11 pontos em comparação com o mesmo mês do ano passado, quando estava em 113,7 pontos.

    Em relação ao mês anterior, janeiro, o indicador sofreu uma leve redução de 1,07%, que naquele mês alcançou 103,6 pontos. Lucas Sorgato, assessor econômico do Instituto Fecomércio, observa que, embora o índice ainda esteja ligeiramente acima da linha dos 100 pontos, que representa a zona de satisfação, essa tendência revela um enfraquecimento da confiança das famílias.

    Desempenho dos Subíndices do Indicador

    A pesquisa também detalhou o desempenho dos subíndices que compõem o indicador de consumo. O subíndice de Emprego Atual registrou 121,7 pontos, apresentando uma queda mensal de 2,25% e uma retração anual de 15,79%. No quesito Renda Atual, o índice ficou em 115,6 pontos, com um leve recuo de 0,27% em relação ao mês anterior e uma queda de 5,01% na comparação anual. A Perspectiva de Consumo, que caiu para 97,3 pontos, entrou na zona de insatisfação, mostrando uma retração mensal de 4,95% e uma queda de 1,92% ao longo do ano.

    Por outro lado, o Consumo Atual apresentou uma recuperação mensal de 1,06%, embora o desempenho anual ainda tenha recuado 8,32%. Esses dados refletem claramente um cenário de consumo enfraquecido, mesmo com uma melhora pontual atribuída ao efeito sazonal do Carnaval.

    Fatores que Influenciam a Confiança das Famílias

    A combinação de um orçamento pressionado, taxas de crédito elevadas e uma menor previsibilidade no mercado de trabalho estão contribuindo para criar um ambiente de cautela financeira. Isso ocorre mesmo diante do crescimento nominal da renda. Segundo Sorgato, Maceió segue a tendência nacional de moderação na confiança, mas com uma volatilidade mais acentuada. Regiões com rendas médias mais baixas costumam reagir de forma mais intensa às flutuações de crédito e inflação, amplificando os movimentos do índice local.

    Além disso, as famílias que recebem até 10 salários mínimos mostram uma maior sensibilidade às variações de preços, diferentemente das famílias com renda superior, que apesar de também enfrentarem desafios, apresentam um comportamento mais estável. Na comparação mensal, as famílias de menor renda viram sua confiança cair de 99,9 pontos em janeiro para 98,9 pontos em fevereiro. Já os lares de maior renda registraram uma redução de 103,7 pontos para 102,5 pontos no mesmo período.

    Essas informações indicam que o consumo das famílias em Maceió continua a ser afetado por diversos fatores, refletindo um quadro complexo que exige atenção das autoridades e dos próprios cidadãos. Com a confiança em baixa, resta saber como as famílias irão se adaptar a esse novo cenário econômico.

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