Avanço na recuperação dos corais em Maceió
O Projeto Corais de Alagoas alcançou um marco importante ao plantar 200 corais cultivados em berçários nos recifes da praia de Pajuçara, em Maceió. Essa ação é fruto da colaboração entre a Secretaria de Estado do Turismo de Alagoas (Setur) e a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), que trabalham juntas para restaurar os ecossistemas marinhos do litoral alagoano.
Além do plantio, os pesquisadores estão acompanhando o desenvolvimento de mais de 500 corais em cultivo. Para garantir a saúde desses organismos, realizam a limpeza das mesas de berçário, removendo sedimentos acumulados nas placas de reprodução que podem comprometer o crescimento dos corais.
Turismo de experiência e engajamento local
O projeto integra atividades de turismo de experiência nas áreas de cultivo, aproximando visitantes da pesquisa científica e das ações de conservação marinha. A iniciativa busca parceria com uma operadora de mergulho para ampliar a interação entre turismo e preservação, permitindo que turistas acompanhem o monitoramento dos corais pelos pesquisadores.
Além disso, oficinas direcionadas a jangadeiros da região estão programadas para apresentar as ações de recuperação dos recifes e orientar sobre práticas sustentáveis de visitação e interação com o ecossistema marinho. Essa aproximação visa fortalecer a conscientização e o cuidado com o ambiente local.
Relevância econômica e ambiental para Alagoas
Bárbara Braga, secretária de Turismo de Alagoas, destaca que o plantio representa uma fase crucial do projeto. “Apoiamos esta iniciativa essencial para a vida marinha porque entendemos que a sustentabilidade ambiental é base para manter o turismo no estado. Com respeito à natureza e à preservação do bioma marinho, garantimos a conservação das belezas naturais, nosso maior atrativo, o que gera mais emprego e renda para as famílias alagoanas”, afirmou.
O Projeto Corais de Alagoas nasceu para combater os impactos do superaquecimento dos oceanos, agravados pelo fenômeno El Niño de 2023/2024. Na fase inicial, foram mapeadas colônias de corais em processo de branqueamento, coletados fragmentos e larvas de espécies nativas, que passaram por cultivo em berçários submersos durante cerca de seis meses. Nesse período, os organismos são monitorados para assegurar sua saúde e desenvolvimento antes do replantio nos recifes.

