Cartografia Afetiva: Resgatando Memórias e Sentimentos
O projeto Calendário Cultural – Maceió Não Esquece: Cultura e Memória dos Territórios Atingidos realiza, nesta terça-feira (28), no Instituto Quintal Cultural, o Julho das Raízes Vivas, com a oficina Cartografia Afetiva – Mundaú Lagoa Aberta Itinerante: “Histórias das vidas e memórias dos bairros atingidos”. A atividade, aberta ao público, será conduzida por Isadora Padilha (Instituto Ideal) e Thayse Melo (Instituto Quintal Cultural) e convida moradores, ex-moradores e participantes a reconstruírem, a partir de relatos e lembranças, os territórios marcados pela tragédia socioambiental provocada pela mineração em Maceió.
Uma Metodologia que Valoriza o Afeto e o Pertencimento
Diferente do mapa tradicional, a cartografia afetiva busca reparar danos morais coletivos ao registrar vínculos, encontros, festividades, paisagens e afetos que permeiam a vida das comunidades. Essa abordagem reforça a importância da cultura na reparação simbólica e social, alinhando-se às ações do Calendário Cultural, que ao longo do ano promove exposições, rodas de conversa, atividades audiovisuais, cortejos, encontros de memória e manifestações culturais populares.
Para o Instituto Quintal Cultural, a oficina amplia esse processo, colocando os moradores como protagonistas na reconstrução simbólica de seus territórios. Segundo Rogério Dyaz, representante do instituto, “a cartografia afetiva parte da ideia de que um território não é formado apenas por ruas e construções, mas também pelas histórias, encontros e vínculos que as pessoas criaram ao longo da vida. Quando essas memórias são compartilhadas, ajudam a reconstruir simbolicamente lugares profundamente transformados, fortalecendo o sentimento de pertencimento e contribuindo para processos de reparação coletiva. É um exercício de memória, mas também de futuro”.
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Fonte: omanauense.com.br
Fortalecendo a Memória Coletiva e a Participação Social
Ao reunir diferentes gerações e experiências, a oficina fortalece a memória coletiva e destaca o papel da cultura como ferramenta de participação social e reparação dos danos morais vividos pelas comunidades afetadas. A iniciativa integra o projeto Calendário Cultural – Maceió Não Esquece, realizado pelo Instituto Quintal Cultural em parceria com o Programa Nosso Chão, Nossa História, uma iniciativa do Comitê Gestor dos Danos Extrapatrimoniais (CGDE) e do UNOPS/ONU, focada na reparação dos danos morais causados pelo afundamento do solo em Maceió.
Serviço
Local: Instituto Quintal Cultural (Rua Sol Nascente, 183-B, Bom Parto)
Data: 28 de julho de 2026
Horário: A partir das 18h30
Informações: @quintalculturalmcz
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Fonte: amapainforma.com.br

