Programação gratuita e diversidade audiovisual em Alagoas
A 9ª edição da Mostra Sesc de Cinema chega a Alagoas em novembro com uma agenda gratuita que abrange quatro cidades do estado. As exibições ocorrerão em Palmeira dos Índios (11 de novembro, no Sesc Ler), Teotônio Vilela (12 de novembro, no Sesc Ler), Arapiraca (17 e 18 de novembro, no Teatro Hermeto Pascoal, Sesc) e Maceió (27 e 28 de novembro, no Cine Arte Pajuçara).
O evento tem como propósito valorizar e ampliar o acesso à produção audiovisual brasileira, promovendo o encontro do público com filmes que exploram diferentes narrativas, territórios e perspectivas. Em Alagoas, a curadoria é assinada por Fabrício Barros e Samuel Cabral, analistas em Cultura do Sesc Alagoas, e Larissa Lisboa, jornalista, cineasta e coordenadora do portal Alagoar.
Panorama Alagoas: diversidade e representatividade em foco
O Panorama Alagoas reúne 13 títulos, entre 11 curtas e dois longas-metragens, que abordam temas como memória, identidade, representatividade, cultura popular e relações com o território. Destaca-se o documentário “Um Olhar Sobre Nós”, de Roger Silva, que representa Alagoas no Panorama Brasil. O filme acompanha narrativas fotográficas de jovens do projeto ClickNiggas, que valoriza a cultura negra e a juventude periférica, usando a fotografia para afirmar memória e identidade.
Outro destaque é “Dança pela Cidade”, dirigido por Rosana Dias, que investiga conexões entre pessoas de diferentes idades por meio do corpo e do movimento no cotidiano. A seleção também inclui a animação “Céu de Areia”, de Robson Cavalcante e Claudemir Silva, que narra a aventura de crianças do interior para salvar sua rua, além de produções como “Entre Corpos”, “Virada na Jiraya” e “Cacos Lapidados”, este último adaptado do livro de José Valter de Lima, dialogando com memórias e cultura popular de Paripueira.
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Atividades que ampliam o diálogo com o audiovisual local
Além das sessões, a mostra promove encontros com realizadores e atividades que aprofundam o contato do público com o cinema alagoano. Estão previstas conversas sobre cinema de animação, memória, dança, juventudes e processos criativos, com a presença de diretores e profissionais dos filmes exibidos.
Em Maceió, destaca-se a exibição do documentário “Frames de Uma Promessa”, de Igor Machado Barros, que resgata o filme “A Promessa” (Super-8, 1977), realizado pelo Grupo Mandacaru e exibido no Festival de Cinema de Penedo. O longa aproxima gerações ao preservar a memória cinematográfica local. O fotógrafo e cineasta Celso Brandão, participante do filme, estará presente para conversar com o público. A sessão inclui também a exibição de “Reflexos” (1975), dirigido por Brandão.
A programação da capital ainda traz o longa “Movimento Perpétuo”, de Leandro Alves, com debate após a sessão, e a performance de dança contemporânea “CHEIA”, de Joelma Ferreira, que propõe reflexão sobre o corpo-território e a ancestralidade da mulher negra.
Programação detalhada nas quatro cidades
As atividades são gratuitas e contam com acessibilidade em Libras. Em Palmeira dos Índios, o dia 11 de novembro reserva sessões que exploram temas como imaginação, memória, juventudes e encontros, com filmes variados e classificação livre ou a partir de 12 anos.
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Fonte: soudesaoluis.com.br
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Fonte: tcheagora.com.br
Em Teotônio Vilela, no dia 12, além das sessões, haverá uma conversa sobre cinema de animação com Claudemir Silva, codiretor de “Céu de Areia”. Arapiraca recebe o evento nos dias 17 e 18, com sessões e debates, incluindo uma conversa com Rosana Dias sobre dança, corpo e memória, e outra com o diretor Leandro Alves sobre “Movimento Perpétuo”.
Em Maceió, a mostra acontece nos dias 27 e 28, com sessões que contemplam imaginação, memória, juventudes e corpos em movimento. O público poderá participar de conversas com realizadores, assistir à apresentação do documentário “Frames de Uma Promessa” e à performance de dança “CHEIA”, além de debates que discutem a representatividade no audiovisual local.
O evento reforça o compromisso com a cultura audiovisual de Alagoas, aproximando o público de produções que refletem as múltiplas vozes e histórias do estado, e criando espaços de diálogo e celebração da arte local.

