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    Início»Saúde»Internações por Animais Peçonhentos: Um Alerta para a Saúde Pública no Brasil
    Saúde

    Internações por Animais Peçonhentos: Um Alerta para a Saúde Pública no Brasil

    6 de maio de 2026
    Internações por Animais Peçonhentos: Um Alerta para a Saúde Pública no Brasil
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    Um Estudo Preocupante sobre Acidentes com Animais Peçonhentos

    Uma pesquisa realizada por professores e alunos do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde (ICBS) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em colaboração com universidades de outras regiões e da Espanha, lança luz sobre um problema significativo: os acidentes com animais peçonhentos e seu impacto na saúde pública brasileira. O estudo, publicado na revista internacional Discover Public Health, revelou que entre 2012 e 2022, o Brasil registrou mais de 186 mil internações hospitalares relacionadas a picadas de serpentes, escorpiões e aranhas, gerando um custo total que ultrapassa R$ 53,6 milhões ao Sistema Único de Saúde (SUS).

    Desses 53,6 milhões, cerca de 18% estiveram relacionados a internações em unidades de terapia intensiva (UTI), o que evidencia o alto custo associado a casos mais severos. O estudo não só destaca o volume de internações como também aponta uma tendência preocupante de aumento tanto nas hospitalizações quanto nos custos ao longo da última década. Os acidentes envolvendo serpentes foram os mais onerosos, enquanto os escorpiões foram responsáveis pelo maior número de ocorrências.

    Desigualdades Regionais na Saúde

    O professor Flávio Rodrigues, um dos responsáveis pela pesquisa, destaca que as desigualdades regionais são um fator crítico nos desfechos desses acidentes. Na região Norte do Brasil, embora o número de internações seja elevado, os custos médicos por paciente tendem a ser mais baixos devido a limitações no acesso a serviços de saúde mais complexos. Em contrapartida, os estados do Sudeste demonstraram maiores despesas, especialmente em atendimentos de alta complexidade, como os realizados em UTIs.

    Leia também: Drogas Sintéticas Aceleram Desafios à Saúde Pública nas Cidades Brasileiras

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    “O estudo evidencia que as desigualdades regionais influenciam diretamente o desfecho desses acidentes, reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas para o acesso rápido ao tratamento soroterápico”, afirmaram os pesquisadores.

    Impacto em Alagoas

    No estado de Alagoas, especificamente, foram registradas 777 internações no período analisado, gerando um custo de aproximadamente R$ 207 mil, com mais de R$ 37 mil relacionados a atendimentos em UTIs. Isso representa 18,1% do custo total associado a internações por acidentes com animais peçonhentos. Ao todo, os pacientes internados somaram 2.888 diárias hospitalares, com uma média de permanência de 3,7 dias. O pesquisador Flávio Silva Jr. aponta que, embora muitos casos apresentem uma evolução relativamente rápida, há aqueles que exigem um nível de assistência mais complexo.

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    Fonte: soupetrolina.com.br

    Entre os municípios, Maceió se destacou com um total de R$ 167 mil em custos, refletindo sua importância como centro de referência para casos mais graves na saúde do estado. Municípios como Arapiraca e Coruripe também apresentaram índices significativos, com Coruripe tendo uma contribuição considerável de casos envolvendo escorpiões.

    A Necessidade de Ações Eficazes

    A professora Lívia Freitas alerta sobre a relevância de fortalecer as estratégias de vigilância, descentralizar o acesso ao tratamento e promover a educação em saúde. “Essas ações são especialmente cruciais em regiões onde o tempo de resposta pode ser determinante para o desfecho clínico”, conclui a especialista. A análise dos dados não apenas revela uma realidade alarmante, mas também serve como um chamado à ação para melhorar a saúde pública e reduzir os impactos dos acidentes com animais peçonhentos no Brasil.

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