Fechar menu
Alagoas Informa
    Facebook X (Twitter) Instagram WhatsApp
    quarta-feira, agosto 26
    Em alta
    • Isolamento de Flávio em palanque do Nordeste evidencia desafio para campanha presidencial
    • Conservatório de Música de Arapiraca recebe visita de produtores e artistas alagoanos
    • MDB Questiona Registro de Marina JHC ao Senado em Alagoas e Ação Segue no TRE-AL
    • Vulcano Agrominerais destaca tecnologia de remineralização no Alagoas Cana Show
    • Flávio Bolsonaro inicia campanha fora do Sudeste escolhendo Alagoas para fortalecer chapa
    • Flávio Bolsonaro chega a Alagoas para iniciar campanha no Nordeste com ausências de aliados-chave
    • Braskem enfrenta crise financeira e busca recuperação extrajudicial para superar dívida bilionária
    • Lula lidera com 46% contra 45% de Flávio Bolsonaro no 2º turno, aponta BTG/Nexus
    Alagoas InformaAlagoas Informa
    • Home
    • Cultura
    • Economia
    • Em Alta
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Política
    • Saúde
    • Tecnologia
    • Turismo
    Alagoas Informa
    Início»Política»Grito das Periferias: Projeto Transforma Jovens em Agentes de Mudança no DF
    Política

    Grito das Periferias: Projeto Transforma Jovens em Agentes de Mudança no DF

    6 de janeiro de 2026
    Grito das Periferias: Projeto Transforma Jovens em Agentes de Mudança no DF
    Compartilhar
    Facebook Twitter E-mail LinkedIn WhatsApp Copiar link

    Iniciativa de Formação Política no DF

    Em 2025, o projeto Grito das Periferias destacou-se como uma ação fundamental de formação política e mobilização social, liderada por jovens da periferia do Distrito Federal (DF). Com o objetivo de capacitar adolescentes de 16 a 29 anos, as atividades foram realizadas nas regiões administrativas de Ceilândia, Estrutural e Itapoã, focando em temas cruciais como orçamento público, direitos humanos e o direito à cidade. A proposta buscou incorporar uma visão interseccional de raça e gênero, permitindo que os jovens influenciassem diretamente o orçamento público do DF.

    “Ao longo do projeto, realizamos 13 oficinas em cada região, estruturadas em cinco eixos temáticos: raça, gênero e interseccionalidade; direitos humanos e políticas públicas; direito à cidade e à cultura; orçamento público e direitos humanos; e metodologia de pesquisa em educação popular”, afirmou Thallita Oliveira, assessora política do Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos). Segundo ela, essas atividades foram desenhadas para unir teoria e prática, a partir das experiências vividas nos territórios e nas realidades dos participantes.

    Educomunicação e Cultura em Ação

    O projeto também promoveu uma oficina de formação em produção cultural, que envolveu 30 jovens (10 de cada região), além de cinco oficinas de educomunicação. Essas iniciativas asseguraram que os próprios adolescentes e jovens fossem protagonistas na comunicação e na cobertura das ações coletivas. A divulgação das atividades político-culturais e a produção de eventos foram realizadas por eles, evidenciando o potencial criativo e organizacional dessa juventude.

    Entre os pontos altos do projeto, destacam-se três ações político-culturais: Sábado de Quebrada no Itapoã, Passado do Amanhã na Ceilândia e Sustenta Baile na Estrutural. Cada um desses eventos atraiu mais de 100 participantes e misturou cultura, lazer e debates políticos, ampliando as discussões sobre os direitos à cidade e fortalecendo os laços com as comunidades locais.

    Impacto e Participação Política

    O processo formativo culminou em momentos significativos de incidência política, organizados pelos jovens. Entre eles, destacam-se a elaboração de propostas e uma Audiência Pública na Câmara Legislativa do DF (CLDF), que contou com a presença de mais de 100 pessoas, além de um seminário que reuniu aproximadamente 90 adolescentes e jovens do DF.

    No total, o projeto atingiu 94 adolescentes e jovens, sendo 50 mulheres (incluindo 4 trans), 36 homens (1 trans), 6 pessoas não binárias e 2 que preferiram não divulgar sua identidade. Em termos raciais, a participação incluiu 50 pessoas pretas, 31 pardas, 12 brancas e 1 sem identificação racial.

    Apesar do curto período de execução, os resultados mostraram-se positivos. Os participantes relataram sentir-se mais seguros para reivindicar suas demandas e ocupar espaços de decisão. A formação política oferecida no projeto foi considerada essencial para esse empoderamento.

    Desafios e Aprendizados no Orçamento Público

    O tema do orçamento público foi visto como um dos maiores desafios, mas também o que propiciou mais aprendizado. A metodologia adotada, fundamentada na educação popular, contribuiu para tornar esse tema complexo mais acessível e relevante para o cotidiano dos participantes, reforçando a percepção de que o orçamento impacta diretamente suas vidas.

    O fortalecimento da participação política refletiu em mobilizações autônomas, como a oposição ao projeto de construção de uma usina termelétrica em Samambaia. Outro aspecto notável foi o protagonismo juvenil na organização e realização das ações político-culturais, da audiência pública e do seminário.

    Construindo Propostas Coletivas e Fortalecendo Parcerias

    As propostas geradas no projeto foram apresentadas na Audiência Pública da Câmara Legislativa do DF, onde os deputados se comprometeram a criar um grupo de trabalho com as juventudes para dialogar com o Governo do Distrito Federal (GDF) e encaminhar as demandas. No Seminário Grito das Periferias, essas propostas foram aprofundadas por jovens de diferentes regiões do DF, com o intuito de fortalecer futuras ações junto ao GDF e aos candidatos nas eleições de 2026.

    Uma das conquistas do seminário foi a elaboração da Carta-Manifesto da Rede de Juventudes e Adolescências (JUÁ) de Olho no Orçamento Público: Por um Distrito Federal que Garanta Direitos, redigida coletivamente por 95 participantes, com 65 assinaturas. A carta reafirma a importância das juventudes periféricas como agentes políticos, denuncia desigualdades estruturais no DF e apresenta propostas organizadas por eixos temáticos, com metas, indicadores, prazos e responsáveis, baseadas nas experiências práticas dos jovens.

    Thallita enfatizou que o sucesso do projeto se deve às parcerias estabelecidas nos territórios: Jovem de Expressão, na Ceilândia; Coletivo da Cidade, na Estrutural; e Casa Batukenjé, no Itapoã. Essas colaborações foram fundamentais para garantir enraizamento local, escuta qualificada e o verdadeiro protagonismo juvenil.

    O Projeto Grito das Periferias, apoiado pela Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus) por meio do Termo de Fomento nº 18/2024, reafirma o compromisso do Inesc com a formação política, a defesa dos direitos humanos e o fortalecimento das juventudes periféricas como peças-chave na construção de políticas públicas mais justas e democráticas.

    Concerto para a Juventude direitos humanos Grito das Periferias orçamento público
    Artigo anteriorMinistério da Saúde Lança Edital para Formação de Agentes Populares de Saúde
    Próximo artigo Saúde Aumenta Prevenção às ISTs e Educação Sexual no Verão Massayó 2026

    Noticias relacionadas

    Política

    Isolamento de Flávio em palanque do Nordeste evidencia desafio para campanha presidencial

    26 de agosto de 2026
    Política

    MDB Questiona Registro de Marina JHC ao Senado em Alagoas e Ação Segue no TRE-AL

    25 de agosto de 2026
    • Alagoas
    • Cultura
    • Economia
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Política
    • Saúde
    • Tecnologia
    • Sobre o Alagoas Informa
    • Política de privacidade
    • Termos de Serviço

    Digite o texto acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.