Queda na Confiança do Empresário do Comércio
Os empresários do comércio em Maceió demonstraram maior cautela em agosto, refletindo uma percepção menos favorável sobre a economia local e o desempenho dos próprios negócios. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) teve uma queda de 1,9%, passando de 105,9 para 103,9 pontos. Apesar da redução, o índice permanece acima dos 100 pontos, sinalizando que ainda há confiança no setor.
Avaliação Atual e Expectativas Futuras Divergem
Enquanto a avaliação do momento presente piorou, as expectativas para os próximos meses seguiram em trajetória oposta. O Índice de Expectativas do Empresário do Comércio (IEEC) cresceu 0,6%, atingindo 136 pontos. Esses dados foram coletados pela pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio AL, em conjunto com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
O impacto negativo mais significativo em agosto veio do Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC), que sofreu uma queda de 6,8%, chegando a 73,3 pontos. A avaliação da situação econômica geral caiu para 56,6 pontos, enquanto a percepção sobre o setor comercial caiu 10,7%, atingindo 68,2 pontos.
A percepção dos empresários sobre suas próprias empresas também refletiu essa deterioração, com o indicador caindo 6,6%, de 102 para 95,2 pontos.
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Reconhecimento das Dificuldades e Confiança Mantida
Lucas Sorgato, assessor econômico do Instituto Fecomércio AL, interpreta os números como um reconhecimento dos desafios atuais, porém com uma expectativa de superação no curto prazo. Ele aponta que a confiança permanece acima dos 100 pontos justamente porque as expectativas continuam sólidas.
A percepção negativa da economia é confirmada pelas respostas dos empresários: 74,4% consideram que as condições econômicas pioraram, seja um pouco ou muito. Sorgato observa que, nos meses anteriores, os empresários conseguiam distinguir a situação macroeconômica da realidade de seus negócios, mas essa separação diminuiu em agosto, indicando que o cenário mais difícil começa a impactar diretamente as operações.
Diferenciação por Porte das Empresas
A pesquisa ainda revela comportamentos distintos conforme o tamanho das empresas. Para estabelecimentos com até 50 empregados, o índice caiu de 105,9 para 103,8 pontos. Já para aqueles com mais de 50 empregados, houve aumento, de 102,6 para 109,6 pontos.
Segundo Sorgato, essa variação indica que a queda geral no índice foi mais influenciada pelos negócios menores, que compõem uma grande parte do comércio local e são mais vulneráveis a variações no consumo, custos e capital de giro. Em contrapartida, empresas maiores têm maior capacidade de planejamento, diversificação e acesso a recursos financeiros, o que contribui para uma percepção mais positiva.
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Fonte: agazetadorio.com.br
Expectativas Positivas para o Segundo Semestre
Apesar da piora na avaliação atual, as projeções para os meses seguintes permanecem otimistas. O IEEC atingiu 136 pontos, com expectativas específicas para a economia em 118,4 pontos e para o setor comercial em 136,4 pontos.
Quase 85% dos empresários esperam alguma melhora nas condições de seus negócios. Entre as empresas maiores, o índice de expectativas chega a 172,2 pontos.
Sorgato destaca que esse otimismo coincide com o início da preparação para datas importantes do comércio no segundo semestre, como Dia das Crianças, Black Friday e Natal. Esse período costuma impulsionar investimentos em estoques, estratégias comerciais e contratação de pessoal, reforçando a confiança no futuro próximo.
Com assessoria

