Decisão Estratégica na Disputa pelo Governo de Alagoas
A definição dos candidatos a vice-governador nas chapas lideradas por JHC (PSDB) e Renan Filho (MDB) permanece como um dos pontos centrais e ainda indefinidos da corrida eleitoral em Alagoas. A escolha dos nomes para vice é considerada peça fundamental para o equilíbrio político e eleitoral das alianças, com a oficialização prevista apenas no dia 5 de agosto, durante as convenções partidárias. Até lá, as articulações nos bastidores permanecem intensas e decisivas.
Articulações no Campo Governista e Possíveis Nomes
No campo governista, sob liderança de Renan Filho, ganhou força recentemente a possibilidade de indicação da vice-prefeita de Arapiraca, Rute Nezinho (PSD). A avaliação de aliados aponta que sua escolha poderia resolver múltiplas equações políticas. Além de ampliar a participação feminina na chapa, Rute possui forte influência no Agreste e integra um grupo político relevante, sendo irmã do deputado estadual Ricardo Nezinho, aliado do presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Victor.
A candidatura de Rute Nezinho também dialoga diretamente com o cenário eleitoral em Arapiraca. Pré-candidata a deputada federal pelo PSD, ela compartilha base com Daniel Barbosa, filho do prefeito do município, Luciano Barbosa. Sua eventual indicação para vice pode reduzir a concorrência direta de votos no Agreste, reorganizando o tabuleiro político da região.
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Outros Candidatos e Reivindicações na Coligação Governista
Além de Rute Nezinho, outros nomes seguem no radar do MDB. O empresário e suplente de senador Fernando Farias é cotado para compor a chapa, com a perspectiva de que, caso eleito, abriria vaga no Senado para a médica Adélia Maria Correia assumir de forma definitiva. O deputado federal Rafael Brito também é lembrado como opção para acomodar interesses internos, principalmente após sua atuação nas eleições municipais de 2024.
Por outro lado, a Federação Brasil da Esperança — composta por PT, PV e PCdoB — reivindica espaço na composição da chapa, argumentando que a aliança nacional com o MDB autoriza o grupo a indicar o vice. Nesse contexto, o presidente estadual do PT, Ronaldo Medeiros, surge como possível candidato para a vaga.
Dilemas na Oposição e Perfil dos Candidatos a Vice
No campo da oposição, liderado por JHC, a definição do vice-governador também está em aberto. O atual vice, Ronaldo Lessa (PDT), é apontado como nome alinhado para compor a chapa após reaproximação política com o prefeito de Maceió. Sua experiência administrativa e trânsito político são reconhecidos, mas sua ligação com setores da esquerda e alinhamento ao presidente Lula provocam resistência em segmentos mais conservadores, especialmente entre eleitores bolsonaristas.
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Em contrapartida, ganha força a candidatura da ex-prefeita de Arapiraca e ex-deputada federal Célia Rocha (PSDB). Recentemente filiada ao partido, sua base consolidada no Agreste é vista como trunfo para ampliar o alcance eleitoral da chapa no interior do estado. Além disso, sua identificação com o eleitorado de direita tende a reduzir resistências dentro do campo oposicionista, funcionando como possível ponto de equilíbrio político.
Outro nome que chegou a ser cogitado foi o de Lucas Barbosa, filho do prefeito Luciano Barbosa. No entanto, ele optou por deixar a disputa pela vice para manter sua pré-candidatura à Assembleia Legislativa, embora siga atuando politicamente ao lado de JHC.
Neutralidade Estratégica em Arapiraca
A movimentação em torno dos nomes para vice também evidencia a posição estratégica do prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa, que caminha para adotar postura de neutralidade na disputa pelo governo do estado. Filiado ao MDB, ele mantém vínculos com diferentes grupos políticos: seu filho Daniel Barbosa está no Progressistas, aliado de Arthur Lira, enquanto outro filho, Lucas, está no PSDB, partido de JHC. Essa neutralidade surge como alternativa para preservar suas relações políticas e evitar desgastes com aliados de diferentes campos.

