Um Símbolo Cultural no Vaticano
No início de janeiro de 2026, a deputada estadual Fátima Canuto fez uma importante articulação que levou um dos ícones mais significativos da cultura de Pilar, Alagoas, até o Vaticano. O destaque da vez foi a tradicional Cabeça de Bagre, um artesanato local que chegou às mãos do Papa Leão XIV, através do arcebispo de Maceió, Dom Beto Breis. O encontro com o pontífice, que ocorreu na última segunda-feira (12), foi uma oportunidade para compartilhar as riquezas culturais e a religiosidade do município.
A Cabeça de Bagre, elaborada a partir do esqueleto de um peixe bagre, impressiona não apenas pela sua singularidade, mas também pela imagem que surge sem qualquer modificação humana, evocando a figura de Cristo Crucificado e, ao fundo, o manto de Nossa Senhora. Este artesanato é uma expressão da rica história dos pescadores da Lagoa da Manguaba e da devoção popular presente em Pilar, sendo considerado, portanto, um dos principais símbolos da identidade cultural local.
Experiência Marcante no Encontro Com o Papa
No Vaticano, Dom Beto Breis teve a honra de apresentar a Cabeça de Bagre ao Papa Leão XIV e compartilhou suas impressões sobre o encontro. Em suas redes sociais, o arcebispo destacou a simplicidade e a gentileza do pontífice, afirmando que “sua solicitude marcou-me profundamente”. Ele também mencionou que o papa enviou uma bênção especial para a Igreja de Maceió, ressaltando a importância desse gesto para a comunidade local.
Para Fátima Canuto, a entrega da Cabeça de Bagre vai além do simbolismo religioso. Em suas declarações, a deputada afirmou: “A Cabeça de Bagre representa a fé simples do nosso povo, a história dos pescadores e a identidade cultural de Pilar. Ver esse símbolo chegar ao Vaticano é uma forma de mostrar que a nossa cultura também ocupa espaços importantes e merece ser reconhecida”. Essa visão reflete o orgulho de sua população e a importância de preservar e promover suas tradições.
Reconhecimento da Cultura Local
O fato de um elemento tão representativo da cultura alagoana ser entregue ao líder da Igreja Católica mundial destaca não apenas a relevância do artesanato, mas também a visibilidade que a cultura popular pode alcançar em um cenário global. A iniciativa da deputada e do arcebispo reforça a necessidade de valorização das identidades regionais e a importância de compartilhar essas tradições com o mundo.
A arte da Cabeça de Bagre, assim como outras expressões culturais, desempenha um papel vital na construção da identidade de comunidades. Através de iniciativas como essa, a cultura de Pilar e a devoção do povo alagoano ganham espaço, fortalecendo laços e promovendo uma rica troca cultural.

