Avanços e Desafios no Sistema de Saúde de Maceió
Na tarde da última terça-feira, 24, o Ministério Público Federal (MPF) de Alagoas se reuniu com representantes da Secretaria Municipal de Saúde de Maceió para debater melhorias no sistema de atendimento clínico. O encontro visou discutir a marcação de exames e o acesso a consultas especializadas na capital. A procuradora da República, Niedja Kaspary, coordenou a reunião, que buscou avaliar as ações já implementadas pelo município e os avanços na redução da demanda reprimida e do tempo de espera por atendimentos.
No decorrer da reunião, a Secretaria de Saúde apresentou iniciativas para lidar com os problemas enfrentados. Dentre as ações destacadas, estão a aquisição de novos equipamentos hospitalares e a contratação de especialistas. Programas como o “Olhar da Gente”, voltado para consultas oftalmológicas e cirurgias de catarata, o “Saúde da Gente”, que oferece atendimento itinerante, e o “Corujão da Saúde”, que estendeu o funcionamento das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) até as 21h, foram mencionados como esforços significativos para melhorar o acesso à saúde.
Outro ponto relevante da discussão foi o sistema de marcação de consultas e exames, que agora conta com o apoio de agendadores nas UBSs. Estes profissionais auxiliam os usuários na solicitação e no acompanhamento dos procedimentos realizados, além de permitir agendamentos por meio de aplicativos de mensagens, facilitando a comunicação entre pacientes e serviços de saúde.
No entanto, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) também mencionou dificuldades no acesso ao Sistema Nacional de Regulação (Sisreg), pertencente ao Sistema Único de Saúde (SUS), que organiza as filas para consultas, exames e cirurgias. Segundo a SMS, a falta de transparência do Estado em relação ao uso do sistema tem contribuído para o aumento da demanda reprimida e, consequentemente, para a insatisfação dos usuários.
Durante a reunião, a procuradora questionou os dados que haviam sido apresentados sobre a situação das filas para os anos de 2024 e 2025. Em resposta, a Secretaria reconheceu que as informações estavam desatualizadas, e atualmente, o tempo médio entre a solicitação e a realização de exames e consultas é de até 15 dias, um avanço em relação ao que se observava antes.
Como próximo passo, ficou acordado que o município deverá fornecer ao MPF uma atualização detalhada sobre a demanda reprimida. Isso incluirá o tempo médio de espera, uma lista de novos prestadores de serviço e explicações sobre as limitações no acesso ao Sisreg.
O MPF afirmou que continuará monitorando a situação com o propósito de garantir um acesso adequado e oportuno aos serviços de saúde, além de fiscalizar as políticas públicas voltadas para essa área tão crucial para a população de Maceió. O acompanhamento constante é fundamental para que os cidadãos tenham acesso a um atendimento de saúde de qualidade, essencial para o bem-estar coletivo.

