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    Início»Política»Alagoas Inova em Portugal na Luta contra Desinformação nas Eleições
    Política

    Alagoas Inova em Portugal na Luta contra Desinformação nas Eleições

    12 de outubro de 2025
    Imagem do artigo
    Missão brasileira busca fortalecer a comunicação pública e combater boatos através do intercâmbio de experiências
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    Missão Brasileira em Portugal: Um Passo em Direção à Transparência

    A missão vinda do Brasil a Portugal, que analisa as eleições autárquicas locais, tem como objetivo mapear estratégias de transparência e combate à desinformação. Nesse contexto, Alagoas se destaca, apresentando sua experiência através de um Núcleo de Integridade de Informação e um Observatório de Desinformação, iniciativas que resultam de uma colaboração inovadora com o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL). A proposta é trazer de volta ao Brasil soluções eficazes, desde a elaboração de mensagens de interesse público até o uso ético de inteligência artificial.

    O grupo, liderado pelo Conselho Nacional de Secretarias Estaduais de Comunicação (CNSECOM), busca coletar práticas testáveis que possam ser implementadas por governos estaduais e prefeituras, visando o fortalecimento da confiança pública e a melhoria na prestação de serviços.

    Aprendizado Mútuo: A Visão do CNSECOM

    Wendel Palhares, vice-presidente do CNSECOM e secretário de Comunicação de Alagoas, ressalta que a viagem representa uma oportunidade valiosa de aprendizado recíproco. “A comunicação pública deve ser entendida como uma ferramenta confiável. Ao testemunhar as eleições em Portugal, temos a chance de observar como instituições governamentais, universidades e mídias lidam com a desinformação, moderando debates e oferecendo informações relevantes aos cidadãos, sempre respeitando o ecossistema democrático”, explica.

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    Alagoas: Um Referencial na Prática de Combate à Desinformação

    Enquanto a missão busca inspiração em Portugal, Alagoas já coloca em prática o aprendizado. O Núcleo de Integridade de Informação do estado é um exemplo claro, funcionando como um laboratório que aplica as melhores práticas que a equipe agora observa no exterior. “Estamos em um momento singular. As soluções que encontramos em Portugal são enriquecidas pela experiência já operacional em Alagoas. O Observatório, desenvolvido com o TRE-AL, materializa discussões que ocorreram em fóruns internacionais sobre cooperação institucional para proteger o debate público”, destaca Palhares. Essa iniciativa se conecta ao I Summit de Comunicação Pública Lisboa–Brasil, que ocorrerá em novembro na Universidade de Lisboa.

    Colaboração com Universidades: A Chave para o Sucesso

    O itinerário da delegação inclui visitas a locais de votação e reuniões técnicas que visam compreender os fluxos de informação durante o dia da eleição. Um aspecto fundamental dessa missão é a colaboração com universidades, algo que Alagoas já está incorporando em suas práticas. Luciana Santana, doutora em ciência política e diretora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade Federal de Alagoas, também integra a comitiva. Ela afirma: “Embora os sistemas políticos sejam diferentes — Portugal com sua estrutura unitária e o Brasil com seu modelo federativo —, os padrões de comportamento eleitoral e a circulação de desinformação têm pontos em comum.” Para ela, a academia traz um método que permite mapear narrativas, identificar atores e medir impactos, fornecendo evidências essenciais para a tomada de decisões por parte dos gestores.

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    Do Estudo à Ação: Transformando Observações em Protocolos

    O CNSECOM, com o suporte de Alagoas, tem como objetivo transformar a observação em ações concretas que beneficiem todo o Brasil. A missão em Portugal está testando uma abordagem de “etnografia rápida” para estudar a desinformação, permitindo a identificação de boatos recorrentes e a avaliação de respostas institucionais a esses desafios. “Esclarecer não é apenas simplificar. Trata-se de organizar questões complexas por meio de dados, ouvir a academia e proporcionar políticas comunicacionais estratégicas”, afirma Palhares. O desafio é criar uma matriz de resposta rápida que possa ser adaptada por estados brasileiros, e Alagoas já está na vanguarda desse movimento, utilizando sua estrutura local.

    Além disso, a missão está reunindo práticas de uso responsável de inteligência artificial para comunicação de serviços, sempre com uma ênfase no rigor humano para validação e registro de auditorias. Ao final dessa jornada, Palhares acredita que Alagoas desempenha um papel ativo nesse intercâmbio. “Há muito que Portugal e Brasil podem aprender um com o outro. Levar a experiência do nosso Núcleo de Integridade para esse debate internacional é uma prova de que Alagoas não apenas acompanha as melhores práticas globais, mas também as implementa e inova, assumindo uma posição de destaque na defesa da informação e da democracia no Brasil.”

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