Nordeste lidera criação de empregos formais, mas Alagoas fica para trás
O Nordeste segue superando outras regiões brasileiras na geração de empregos com carteira assinada. De janeiro a agosto de 2026, a região criou 211,9 mil vagas formais, superando o saldo positivo de 181 mil do Sul, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Porém, Alagoas não acompanhou essa tendência: o estado registrou um saldo negativo de 3.216 vagas, uma queda de 0,71% no estoque de empregos formais.
Crescimento regional acima da média nacional
O estoque de empregos formais no Nordeste cresceu 2,68% neste ano, superando a média nacional de 2,41%. No Brasil, o saldo total chegou a 1.134.033 empregos formais. Em 2025, o Nordeste já havia consolidado sua posição como a segunda região com maior geração de empregos formais, com mais de 350 mil novas vagas, quase o dobro do Sul, que criou 184 mil postos no mesmo período.
Essa diferença na criação de empregos é ainda mais relevante quando se considera a população das duas regiões. O Nordeste abriga cerca de 57 milhões de habitantes, enquanto o Sul tem 32 milhões, uma diferença de aproximadamente 80%. Mesmo assim, a geração de empregos no Nordeste foi 90% maior, reforçando a força da região no mercado formal.
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Desempenho por região e estado
O Sudeste mantém a liderança absoluta na criação de empregos formais, com 529 mil vagas geradas nos primeiros oito meses de 2026. Confira o saldo por região:
1. Sudeste: 529.132 (+2,20%)
2. Nordeste: 211.915 (+2,68%)
3. Sul: 181.221 (+2,11%)
4. Centro-Oeste: 139.978 (+3,34%)
5. Norte: 69.138 (+2,90%)
No Nordeste, o Piauí destacou-se com o maior crescimento proporcional, 4,27%. Já Alagoas foi o único estado da região com saldo negativo. Veja o desempenho dos estados nordestinos:
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1. Bahia: 72.768 (+3,40%)
2. Ceará: 37.697 (+2,74%)
3. Pernambuco: 36.874 (+2,44%)
4. Maranhão: 19.036 (+3,02%)
5. Paraíba: 17.953 (+3,27%)
6. Piauí: 15.724 (+4,27%)
7. Sergipe: 8.429 (+2,43%)
8. Rio Grande do Norte: 6.650 (+1,25%)
9. Alagoas: -3.216 (-0,71%)
Brasil alcança recorde no número de pessoas ocupadas
O Caged também apontou que o país atingiu o maior número de trabalhadores ativos desde o início da série histórica. No terceiro trimestre, 103,6 milhões de brasileiros estavam ocupados, um aumento de 581 mil pessoas em relação ao trimestre anterior, representando crescimento de 0,6%. Na comparação anual, o avanço foi de 1,2 milhão de trabalhadores.
Enquanto isso, a população desocupada caiu para cerca de 5,6 milhões, uma redução de 234 mil pessoas em relação ao segundo trimestre e de 417 mil na comparação anual. Esses números indicam uma melhora no mercado de trabalho, mesmo com desafios regionais como o enfrentado por Alagoas.

