O Circuito Vegano e sua proposta única em Maceió
O Circuito Vegano Maceió chega à sua terceira edição com uma programação que une gastronomia, cultura e a luta antiespecista. Realizado entre 8 de agosto e 27 de setembro, o evento reúne sete estabelecimentos da capital alagoana que oferecem pratos veganos especialmente preparados para a ocasião. Além de degustar essas opções, os participantes podem utilizar um passaporte oficial para registrar suas visitas e garantir descontos, fortalecendo uma rede local de alimentação vegana.
Mais do que um roteiro gastronômico, o Circuito Vegano nasceu da necessidade de aproximar o público das opções veganas existentes na cidade, facilitando o acesso e criando uma rede que ultrapasse a duração do evento. A iniciativa busca dar visibilidade a negócios que promovem esse estilo de vida e incentivar a circulação cultural em torno do tema.
Como o Circuito Vegano Maceió ganhou forma
A ideia do Circuito surgiu em 2021, quando Graziele Paiva e Klebson Silva chegaram a Maceió e perceberam que, apesar das boas opções de alimentação vegana, havia dificuldade para o público encontrá-las. Eles começaram organizando essas informações em um documento que mapeava os estabelecimentos da cidade. Inspirados pelo formato do Circuito Vegano de Belo Horizonte, desenvolveram uma versão local que aproxima diretamente os consumidores dos produtores veganos.
Desde o começo, o objetivo não era apenas movimentar o setor gastronômico, mas também formar uma rede de apoio que desse visibilidade às iniciativas locais, mostrando que o veganismo vai além da alimentação e traz implicações políticas e sociais importantes.
Novos integrantes e o fortalecimento da rede local
Esta edição traz novidades com a inclusão de novos estabelecimentos, como Di Bosco, Okàn e Papa Fritas, ao lado de participantes já conhecidos como Ser-Afim, Bila Doces, Kero Mais e Toca do Calango. A ampliação do circuito reflete o crescimento da rede vegana em Maceió, oferecendo ao público mais alternativas e fortalecendo o movimento na cidade.
O evento entende o veganismo como parte do antiespecismo, que questiona a exploração animal e busca construir relações mais justas entre humanos e outros seres vivos. Por isso, a programação não termina com o término da rota gastronômica.
Feira de encerramento: encontro, troca e reflexão
No dia 27 de setembro, o Circuito Vegano encerra com uma feira que reúne produtos locais, iniciativas independentes, premiações e uma roda de conversa dedicada ao veganismo e ao antiespecismo. Essa atividade resgata a dimensão política do veganismo, muitas vezes esquecida quando o conceito é reduzido a uma escolha alimentar ou tendência de consumo.
O evento propõe discutir temas como liberdade, consumo, organização coletiva e as estruturas que moldam nossa relação com outras formas de vida, trazendo uma reflexão mais profunda para o público.
Conexões entre veganismo e cultura underground
Essa discussão política encontra eco na cultura punk e hardcore, que desde os anos 1980 e 1990 incorporou pautas como direitos animais e veganismo em sua prática cotidiana. Bandas, coletivos, zines e eventos independentes ajudaram a consolidar essas ideias, pautadas pelo princípio do faça-você-mesmo, que valoriza a autonomia e a criação coletiva sem depender das estruturas tradicionais.
Essa interseção entre cultura, autonomia e alimentação é onde o Circuito Vegano se conecta naturalmente com a Oxenti Records, que apoia a terceira edição do evento.
Oxenti Records e o apoio à resistência cultural e vegana
A Oxenti Records contribui com a produção do Circuito e participará da feira de encerramento com um stand. A marca integra a defesa do veganismo ético em sua trajetória, unindo música, literatura, arte e eventos em uma rede cultural que não separa essas iniciativas, reforçando a cultura underground como espaço de resistência e conexão entre diferentes formas de expressão.
Uma rede em expansão que vai além do evento
O Circuito Vegano conta com o apoio de marcas, coletivos, produtores e projetos independentes como The Great Fighter, F.A.D.A. — Frente Alagoana em Defesa dos Animais, Rama Café, MOA, Simbiá, Veganaria, Magic Burguer, Pure Cosméticos, Joelho de Velho, SOS Pet Pinheiros, Pandita, Ramburgui e Caatinga Rocks, entre outros. Essa diversidade fortalece a proposta de construir uma rede sólida que permaneça ativa mesmo após o evento.
Ao longo de 50 dias, o Circuito transforma a experiência gastronômica em uma movimentação cultural e política que envolve diversos públicos e territórios em Maceió.
Encerramento e continuidade da rede
No último dia do evento, 27 de setembro, a feira de encerramento será o espaço para reunir essa rede, promover trocas e refletir sobre os desafios e possibilidades do veganismo e do antiespecismo. Assim, o Circuito Vegano deixa de ser apenas um evento pontual para se tornar um espaço de circulação, diálogo e resistência cultural em Maceió.

