Arte e cultura ao alcance da periferia
Mais de 100 estudantes da Escola Estadual Romeu de Avelar, no bairro do Tabuleiro do Martins, em Maceió, têm vivenciado uma experiência enriquecedora graças ao Ponto de Cultura Ateliê Olhar Periférico. Desenvolvido pelo Instituto Eu Mundaú, o projeto oferece oficinas de teatro, música, cinema e fotografia dentro da escola, ampliando o acesso à formação artística para jovens da região.
Além das oficinas, o projeto mantém um cineclube equipado para exibição de filmes, com sessões regulares abertas a estudantes e funcionários, fortalecendo o contato com diferentes linguagens culturais.
Um projeto que conecta comunidades e escolas
A coordenadora-geral do Ateliê Olhar Periférico, Ane Oliva, destaca que o Ponto de Cultura nasceu para democratizar o acesso à arte e à cultura para crianças e jovens das periferias de Maceió. “Durante mais de 12 anos, realizamos ações culturais com jovens da Vila ABC, em Fernão Velho. Agora, levamos essa experiência para o Distrito Industrial, em parceria com a Escola Estadual Romeu de Avelar”, explica.
Essa colaboração amplia as oportunidades de formação artística na escola, sobretudo porque muitas instituições não dispõem de recursos para contratar profissionais qualificados para essas atividades. “As escolas desejam oferecer aos seus alunos uma formação humana completa, e a arte é fundamental para isso”, afirma Ane.
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A música como instrumento de transformação
No campo musical, o projeto desenvolve oficinas integradas de violão e canto, que combinam teoria e prática, trabalhando tanto técnica quanto expressão artística. Para o professor Gama Júnior, a música vai além do ensino técnico: “Despertar o potencial criativo dos jovens é o que realmente importa. Ver o brilho nos olhos deles a cada conquista reforça que a arte humaniza e amplia horizontes de vida”.
Isabele Santos, aluna do 9º ano, vê nas oficinas uma formação que ultrapassa o aspecto artístico. “O aprendizado serve para toda a vida. Não é só para quem quer ser artista, mas para o nosso crescimento pessoal”, relata.
Expressão, crescimento e pertencimento
Levar arte para comunidades periféricas é dar voz a esses jovens e abrir portas para novas oportunidades, reforça Gama Júnior. “É uma alegria ver a comunidade unida pela arte e perceber que estamos fazendo diferença no cotidiano deles”.
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Fonte: daquidemanaus.com.br
Alexsandra Raíssa, ex-aluna e participante da oficina de teatro, ressalta que o projeto foi fundamental para sua formação e expressão pessoal. “Fazer teatro no projeto me trouxe liberdade, realização e crescimento”, conta.
Cultura que complementa a educação formal
A parceria entre o Instituto Eu Mundaú e a escola mostra que iniciativas culturais podem ser uma extensão valiosa da formação escolar. Ane Oliva reforça que o projeto oferece um ambiente seguro e acolhedor para que a comunidade escolar tenha acesso às artes.
O Ateliê Olhar Periférico é financiado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio do Ministério da Cultura, e executado pela Prefeitura de Maceió, através da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa. Assim, o projeto fortalece a conexão entre cultura, educação e comunidade, abrindo caminhos para o desenvolvimento artístico e humano dos jovens.

