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    Início»Economia»Convocação de Neymar impulsiona vendas no comércio popular de São Paulo
    Economia

    Convocação de Neymar impulsiona vendas no comércio popular de São Paulo

    10 de junho de 2026
    Convocação de Neymar impulsiona vendas no comércio popular de São Paulo
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    Vendas disparam após convocação de Neymar para a Copa

    A poucos dias do início da Copa do Mundo, o comércio popular da Rua 25 de Março, em São Paulo, vive um momento de otimismo. A convocação da seleção brasileira, anunciada em 18 de maio pelo técnico Carlo Ancelotti, trouxe novo fôlego para as vendas na região, especialmente com a manutenção de Neymar entre os 26 jogadores que representarão o Brasil no Mundial.

    “Quando anunciaram que ele ia jogar, as vendas de camisetas da seleção dispararam”, conta Kauan, vendedor da área. A presença do craque do Santos estimula não só a compra de camisas, mas também de acessórios nas cores verde e amarelo, que dominam as vitrines e corredores das lojas.

    Consumidores animados investem mais em artigos da seleção

    O entusiasmo dos torcedores também reflete no comportamento dos consumidores. Fabiano Mota, empresário carioca, revela que está investindo mais em produtos relacionados à Copa do Mundo em 2024. “Neste ano, estou consumindo mais itens”, afirma, após comprar camisetas para toda a família na Rua 25 de Março. “Acredito que o hexa será nosso. Não tem como não se animar.”

    O comerciante Pierre Sfeir, dono da loja Festas e Fantasias, ressalta que o público está muito mais empolgado do que na última Copa, em 2022, quando o país ainda enfrentava os impactos da pandemia. “As vendas explodiram logo após a convocação. O movimento aumentou no dia seguinte e estamos muito contentes. Esperamos que essa alta se mantenha até 19 de julho”, comenta.

    Guerra e alta do petróleo pressionam preços, mas não freiam consumo

    Apesar da empolgação, os preços dos produtos relacionados à Copa sofreram reajustes. Segundo Pierre, os valores estão cerca de 15% mais altos em comparação ao Mundial anterior. Esse aumento tem relação direta com a valorização do petróleo, impulsionada pela guerra no Oriente Médio, que encareceu a matéria-prima usada na fabricação de plásticos, além de elevar os custos do diesel e do transporte.

    “São produtos populares, acessíveis, para a diversão das pessoas. Não exigem um investimento muito alto”, pondera o comerciante. Entre os itens mais vendidos, destaca-se um kit com 12 artigos — incluindo óculos personalizados, bandeiras, cornetas, confete, maquiagem verde e amarela, além de bastões infláveis — comercializado por R$ 47.

    Artigos da Copa mais caros, mas com grande procura

    As réplicas das camisetas da seleção também tiveram aumento nos preços. Elas variam de R$ 80 a R$ 320, distribuídas em três categorias principais. A mais barata, conhecida como “primeira linha”, custa R$ 80. A “camisa tailandesa”, considerada de melhor qualidade, sai por R$ 160. Já a versão premium, chamada “tailandesa modelo jogador”, é comercializada por R$ 320.

    Para Sfeir, a demanda por essas réplicas é impulsionada tanto pela empolgação dos torcedores quanto pelos altos preços das camisas oficiais, que podem chegar a R$ 750. A poucos dias do Mundial, as camisetas são os produtos mais procurados nas barracas da Rua 25 de Março, enquanto as tradicionais vuvuzelas, vendidas principalmente dentro das lojas, têm preços a partir de R$ 6.

    Comparação com a Copa de 2022 e influência das eleições

    Vanessa Andrade, que comercializa camisetas da seleção, observa que o movimento atual é intenso, mas lembra que, em 2022, a Copa ocorreu em novembro, logo após as eleições presidenciais, o que influenciou o perfil das vendas. “Na última edição, as vendas começaram antes por causa da disputa entre Bolsonaro e Lula. Muitos compravam camisetas azuis e pretas para manifestações políticas”, explica.

    Este ano, porém, o cenário é diferente. “A convocação do tal do Neymar mudou tudo. Foi aí que o movimento começou a aquecer”, destaca Vanessa, reforçando o impacto direto da presença do atleta na lista da seleção para o comércio popular.

    Festa junina e Copa somam forças no comércio

    Além da Copa do Mundo, os artigos para festas juninas também ganham espaço nas lojas da Rua 25 de Março, contribuindo para o aumento do faturamento. Valéria Guimarães, gerente de contas, aproveitou para comprar itens que combinam as duas celebrações. “Vai ter festa junina com clima de Copa. Vamos decorar com chapéus e artigos do Mundial”, comenta.

    Para Pierre, a coincidência das duas festas costuma elevar o faturamento em 20% a 30%, mostrando como o comércio popular se beneficia da combinação dos eventos culturais e esportivos neste período.

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