Capacitação e Expansão do Uso da Insulina Glargina
O Ministério da Saúde, em colaboração com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), realizou nesta quarta-feira (13/05) uma oficina destinada a qualificar 60 instrutores. Este grupo, composto por 42 titulares e 18 em cadastro de reserva, foi selecionado para atuar diretamente na transição da insulina análoga, atualmente utilizada (NPH), para a insulina de ação prolongada, conhecida como glargina. O evento aconteceu em Brasília e faz parte da estratégia nacional de aprimoramento da assistência farmacêutica na Atenção Primária à Saúde.
Os profissionais qualificados terão a responsabilidade de conduzir, entre 25 de maio e 30 de junho, 130 encontros presenciais em várias localidades do país. Essa ação visa expandir a disseminação das orientações técnicas para mais de 10 mil novos profissionais de saúde dos municípios e do Distrito Federal, que atuarão como multiplicadores em seus territórios. As indicações desses profissionais deverão ser feitas pelos gestores até esta sexta-feira (15/05), utilizando o sistema e-Gestor APS.
O secretário-adjunto de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) do Ministério da Saúde, Eduardo Jorge Valadares Oliveira, enfatizou a importância dessa iniciativa para facilitar o acesso dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) às novas tecnologias. “Precisamos orientar os profissionais de saúde, além de estados e municípios, para que os pacientes do SUS tenham acesso rápido a esse produto”, afirmou.
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Na avaliação de Valadares, a modernização da insulinoterapia também contribui para o fortalecimento da capacidade de produção nacional de insulina. “Estamos desenvolvendo um conjunto de medidas para retomar a produção de insulina no Brasil e consolidar uma base tecnológica e científica que assegure nossa capacidade de produção”, declarou.
A relevância do papel dos instrutores nos territórios foi destacada por Angela Leal, diretora do Departamento de Promoção da Saúde da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps). “Vocês serão nossos representantes nesses locais”, apostou. Leal também ressaltou que a formação contínua e o suporte técnico são fundamentais para a adaptação dos profissionais. “A segurança virá do exercício, do apoio, do matriciamento, da repetição e do conhecimento”, explicou.
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O secretário-executivo do Conasems, Mauro Junqueira, destacou a importância da capacitação diante das mudanças no tratamento. “Estou confiante de que conseguiremos que 100% dos municípios tenham os profissionais indicados. Vamos trabalhar arduamente para isso”, afirmou.
A transição para a insulina glargina beneficiará pacientes com diabetes tipo 1 e 2, proporcionando maior conforto e praticidade. Com duração de até 24 horas, essa nova tecnologia permite um controle glicêmico mais estável, evitando picos de ação que podem prejudicar a manutenção equilibrada dos níveis de glicose ao longo do dia. “Os pacientes terão mais conforto, menor risco de hipoglicemia noturna e a segurança de um medicamento qualificado que está sendo introduzido”, reforçou o secretário-executivo do Conass, Jurandir Frutuoso.

