Estratégias do PT para estreitar laços com JHC
O diretório nacional do PT tem intensificado sua aproximação com o ex-prefeito de Maceió, JHC, do PSDB, que ainda não decidiu se será candidato ao governo de Alagoas ou se optará por uma vaga no Senado nas próximas eleições. De acordo com informações do jornal O GLOBO, os petistas estão engajados na expectativa de que JHC mantenha o acordo político firmado com o presidente Lula, especialmente após a indicação de Marluce Caldas, tia do ex-prefeito, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O principal desejo do Planalto é que ele apoie candidatos aliados à família Calheiros, que têm uma forte influência política no estado.
A movimentação dos petistas ocorre em um contexto de críticas por parte do senador Renan Filho (MDB) ao PSDB alagoano e em meio às articulações para consolidar o palanque de Lula em Alagoas. Com a polarização política em alta, a aliança entre os partidos se torna crucial para garantir uma base sólida de apoio nas eleições.
Desdobramentos nas eleições e a situação de Eduardo Bolsonaro
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Por outro lado, integrantes do PL estão preocupados com a possibilidade de uma condenação de Eduardo Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), o que poderia impedir sua candidatura nas eleições desse ano, com base na Lei da Ficha Limpa. A preocupação se intensificou após a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitar a condenação de Eduardo por suposta coação contra ministros do STF e por tentativas de interferência nos julgamentos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), que é relator da Lei da Dosimetria, anunciou que o STF deve julgar, ainda neste mês, a validade dessa norma, a qual reduz penas para condenados pelos atos golpistas ocorridos em 8 de janeiro. Essa declaração foi proferida após uma reunião com o ministro Alexandre de Moraes, que é o relator das ações que questionam a constitucionalidade da lei no Supremo.
Movimentações em Minas Gerais e a saída de Rodrigo Pacheco
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No cenário político de Minas Gerais, o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG revelou ao presidente do PT, Edinho Silva, que não pretende se candidatar ao governo do estado nas próximas eleições. Fontes consultadas pela Folha de S.Paulo relatam que Pacheco justificou sua decisão com motivos pessoais, familiares e de saúde, optando por se afastar da política para se dedicar à advocacia. O PT o procurou com a intenção de fortalecer o palanque de Lula no estado, mas agora enfrenta a necessidade de buscar novos aliados.
Além disso, uma nova aliança se firmou em Minas, envolvendo o PL e o senador Cleitinho, do Republicanos-MG, que estabeleceram um compromisso de apoio mútuo para as eleições de 2026, o que fortalece o palanque do pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A confirmação dessa aliança depende da candidatura de Cleitinho ao governo mineiro, um desfecho que o PL espera ter definido até o início de junho. Se o senador decidir se candidatar, o partido tem planos de indicar um vice para a chapa.
Relatório sobre operações de crédito na Bahia
Por fim, um aspecto relevante na política econômica da Bahia é a relação entre o Banco Master e a Credcesta, que se estreitou entre 2018 e 2022, período em que Rui Costa (PT) esteve à frente do governo estadual. Nesse intervalo, o programa foi transformado, deixando de ser apenas um benefício de compras para servidores e passando a operar como um serviço de crédito consignado.
O Banco Master, representado pelo advogado André Kruschewsky, conseguiu emergir como um dos principais players no setor de crédito consignado na Bahia, especialmente na modalidade RCC (Reserva de Cartão Consignado). Contudo, em 2022, um decreto do governo Rui Costa limitou a portabilidade dessas dívidas a outros bancos, o que acabou por consolidar ainda mais a presença da instituição no mercado financeiro local.

