denúncia do MP-AL Revela Envolvimento de Vereador em Atividades Ilícitas
O vereador José Siderlane de Araújo Mendonça, popularmente conhecido como Siderlane Mendonça, está sendo investigado por supostamente liderar uma organização criminosa. Embora o Ministério Público de Alagoas (MP-AL) não tenha confirmado oficialmente a identidade do investigado, documentos acessados pelo g1 associam o parlamentar ao processo 0600001-36.2022.6.02.0054, que é assinado pela juíza eleitoral Aída Cristina Lins Antunes da 54ª Zona Eleitoral.
A assessoria de comunicação do vereador informou que está tentando entrar em contato com Siderlane para saber se ele irá se manifestar sobre as acusações. A Câmara Municipal de Maceió (CMM), por sua vez, informou que não se pronunciará sobre o caso neste momento. Em 25 de abril de 2025, o vereador foi afastado do cargo devido às suspeitas de seu envolvimento em crimes, sendo determinada a apreensão de bens e valores que superavam R$ 200 mil.
Após mais de dois meses do seu afastamento, no dia 28 de julho de 2025, a Câmara Municipal anunciou que, em decorrência de uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), Siderlane retornou ao seu cargo. Além dele, a chefe de gabinete, Dulceana Palmeira de Sá, também enfrenta investigações e é mencionada na denúncia. A equipe de reportagem está em busca de uma posição da defesa dela.
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Movimentação Financeira Suspeita Chamou a Atenção do MP
A denúncia apresentada pelo Ministério Público destaca que a organização criminosa atuou entre 2018 e 2025, distribuindo funções específicas entre os denunciados. O processo revela uma movimentação financeira significativa, com um total superior a R$ 2,8 milhões, e detalha valores individualmente atribuídos aos investigados, além de saques e transferências que, segundo a análise inicial, se correlacionam com as atividades ilícitas descritas pela acusação.
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De acordo com as informações do MP-AL, se as penas máximas forem aplicadas, a soma total pode chegar a impressionantes 7.169 anos de reclusão para os envolvidos. A variação das penas máximas, dependendo da função de cada um no esquema, pode oscilar entre 89 e 2.828 anos.
O Ministério Público ressaltou que a denúncia foi fundamentada em dados substanciais coletados durante a investigação conduzida pela Polícia Federal, sendo o Poder Judiciário o responsável por processar a ação penal, assegurando o direito ao contraditório e à ampla defesa.

