Eleições em Alagoas: Momentos Decisivos
A corrida pelo governo de Alagoas entra em uma fase crítica com o prazo final se aproximando para as filiações partidárias e a desincompatibilização de cargos para aqueles que pretendem concorrer a postos diferentes dos que ocupam atualmente. Este prazo se encerra no dia 3 de abril, marcando um momento decisivo para os candidatos.
No cenário político do estado, além das divisões ideológicas, o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), que já governou Alagoas de 2015 a 2022, aposta nas realizações de sua gestão para se destacar na disputa. Entre suas bandeiras, estão a construção de hospitais, como o de Palmeira dos Índios e o Hospital Metropolitano do Agreste, em Arapiraca, além do Coração Alagoano, que se tornou referência em transplantes cardíacos pelo SUS.
Renan Filho conta ainda com o apoio significativo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já considerou a possibilidade de ter o ministro como seu vice na chapa presidencial, caso isso ajude a atrair o MDB para sua aliança. A proximidade de Lula com o senador Renan Calheiros (MDB), pai de Renan Filho, também tem sido um fator favorável, visto que Calheiros é um aliado de peso no Congresso.
Pressão Bolsonarista e os Desafios de JHC
Por outro lado, o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, conhecido como JHC (PL), é visto como o principal concorrente de Renan na disputa. Sua principal dúvida gira em torno da aproximação com o candidato a presidente de seu partido, o senador Flávio Bolsonaro, que se destaca como um dos principais adversários de Lula.
Em uma pesquisa recente realizada pelo instituto Paraná Pesquisas, JHC liderava com 47,6% das intenções de voto, em comparação a 40,9% de Renan Filho, tendo uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. Essa diferença mostra um cenário acirrado, com ambos os candidatos em uma disputa acirrada.
Entretanto, não se pode afirmar com certeza que JHC se lançará como candidato a governador. O bolsonarismo tem exercido pressão sobre ele, e registros feitos por Flávio Bolsonaro, que foram divulgados pela imprensa, indicam que o senador deseja uma definição da postura de JHC em breve. “Conversar até dia 15 de março”, é o que consta na anotação ao lado do nome do prefeito. Além disso, o deputado Alfredo Gaspar (União), relator da CPMI do INSS e mencionado como uma alternativa na disputa caso JHC não concorra, tem a anotação que diz: “único que pedirá voto para mim”. Isso demonstra a necessidade de alinhamento entre os candidatos e seus partidos para a unidade da base bolsonarista.

