Fenômenos Celestes em Sinergia
A primeira superlua do ano, ocorrida na noite de sábado, dia 3 de janeiro de 2026, encantou tanto os aficionados por astronomia quanto o público em geral. Este evento astronômico de destaque é marcado pela Lua Cheia alinhando-se com o perigeu, o ponto em sua órbita onde o satélite natural está mais próximo da Terra. A proximidade resulta em uma Lua que parece ligeiramente maior e mais luminosa quando observada do nosso planeta.
Embora a variação de tamanho e brilho possa não ser facilmente percebida a olho nu, muitos se reuniram para apreciar a superlua, que pôde ser vista no Brasil a partir das 20h (horário de Brasília). A cena foi verdadeiramente deslumbrante e um convite à observação.
Além do espetáculo lunar, o céu também apresentou a chuva de meteoros Quadrântidas, conhecida por ser uma das mais intensas do período. Apesar do brilho da superlua dificultar a visualização dos meteoros, a junção destes dois fenômenos celestes é considerada uma ocorrência rara, suscitando grande curiosidade e entusiasmo entre astrônomos amadores e profissionais.
Especialistas destacam que as superluas não representam quaisquer riscos à Terra, tampouco provocam mudanças físicas notáveis. Entretanto, esses eventos são cruciais para estimular o interesse pela astronomia, ocorrendo em fases facilmente identificáveis e podendo ser admirados sem a necessidade de equipamentos sofisticados. O efeito visual é particularmente impactante logo após o nascimento lunar, quando a Lua se encontra próxima ao horizonte; a atmosfera pode acentuar esse fenômeno, tornando a visão ainda mais impressionante.
Para os que desejam continuar a acompanhar os eventos astronômicos ao longo de 2026, mais superluas estão previstas, especialmente nos dias 24 de novembro e de 23 a 24 de dezembro. Nesses períodos, a Lua se aproximará novamente do perigeu durante a fase cheia, proporcionando excelentes oportunidades de observação em várias partes do mundo, dependendo das condições climáticas.
Astrônomos recomendam que, para capturar a beleza da superlua, os observadores busquem locais com baixa poluição luminosa. Os primeiros minutos após o surgimento da Lua no horizonte são ideais para aproveitar ao máximo a observação. Para aqueles que planejam registrar esses momentos, dispositivos como celulares e câmeras comuns podem ser bastante eficazes, especialmente se utilizados com estabilização e configuração de foco apropriada para condições de baixa luminosidade.

