Equidade em Saúde: Uma Questão de Formação
A Secretaria Municipal de Saúde de Maceió (SMS), em colaboração com o Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde) e a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), promoveu nos dias 11 e 12 de março o seminário “Equidade e Cuidado na Formação e na Prática em Saúde”. O evento, que ocorreu no auditório da Reitoria da Ufal, reuniu estudantes, docentes, profissionais da saúde e membros da comunidade, todos comprometidos com o fortalecimento da formação no setor, enfatizando a importância da equidade e do cuidado humanizado.
Durante as atividades, diversas autoridades acadêmicas e representantes institucionais fizeram questão de destacar o papel fundamental da universidade pública na formação de profissionais que se alinhem aos valores do Sistema Único de Saúde (SUS) e às políticas públicas que promovem a equidade.
Tereza Carvalho, técnica da SMS e coordenadora do PET, fez uma análise da relevância do evento, ressaltando que esta edição foi especial por abordar questões de equidade de gênero, raça, etnia, deficiências e interseccionalidades enfrentadas por trabalhadores e futuras trabalhadoras do SUS. “Pela primeira vez, o PET-Saúde focou nas iniquidades que afetam essas pessoas e discutiu estratégias para melhorar as relações de trabalho, conforme a Portaria MS nº 230 de 07/03/2023, que instituiu o Programa de Valorização das Trabalhadoras do SUS”, afirmou Carvalho.
Socialização e Troca de Conhecimento
A coordenadora também mencionou que o seminário ofereceu um espaço para a socialização das experiências acumuladas ao longo de dois anos de projeto, tanto nas Unidades Básicas de Saúde quanto na Ufal. Com a presença de 229 participantes de diversas áreas do conhecimento, o evento proporcionou palestras e oficinas que ampliaram o entendimento sobre equidade e suas implicações nos serviços de saúde e na academia.
Na mesa de abertura, destacaram-se a vice-reitora da Ufal, professora doutora Eliane Cavalcanti; o pró-reitor de Extensão, professor doutor Cézar Nonato; e representantes da Pró-Reitoria de Graduação, além de preceptoras do PET-Saúde e estudantes envolvidos no programa. A advogada Emyli Vieira, supervisora estadual da Política de Humanização da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau), também participou do evento.
Desafios e Práticas Inclusivas
A programação do seminário incluiu uma mesa temática sobre “Equidade e Cuidado na Formação e na Prática em Saúde”, onde especialistas discutiram os desafios atuais para incorporar a equidade como um princípio essencial na formação de profissionais de saúde. Entre os tópicos abordados, destacaram-se as desigualdades sociais que afetam o acesso à saúde, a necessidade de práticas pedagógicas inclusivas e a formação crítica dos profissionais para lidar com a diversidade de realidades no sistema público.
Outro momento de destaque foi a apresentação “Sementes e Frutos: a contribuição do PET-Saúde Equidade para o ensino e serviço”. Nela, os Grupos de Aprendizagem Tutorial compartilharam suas experiências desenvolvidas em unidades de saúde e projetos comunitários, mostrando como o programa tem ajudado a conectar estudantes à realidade do SUS, promovendo práticas interdisciplinares que atendem às demandas sociais dos territórios.
O que é o PET-Saúde?
O PET-Saúde é uma iniciativa que une o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação, utilizando grupos tutoriais formados por estudantes, professores e profissionais da saúde para desenvolver atividades práticas e educativas. A SMS supervisiona o programa, focando em ações que aprofundam a compreensão das desigualdades no SUS e propõem soluções para a promoção da equidade no cuidado e nas relações de trabalho.
Atualmente, o PET-Saúde conta com a participação de 40 estudantes de ciências da saúde e ciências humanas, além de 10 professoras, 10 preceptoras da rede de serviços, uma orientadora social e uma coordenação geral. Essas iniciativas estão ampliando as experiências formativas dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).
Com uma rica programação de palestras e oficinas, o seminário do PET-Saúde destacou a importância da formação crítica e da valorização das trabalhadoras do SUS, um tema cada vez mais relevante no contexto atual.

