Medidas Restritivas Contra o Irã
O governo dos Estados Unidos anunciou uma nova rodada de sanções direcionadas a autoridades e empresas ligadas ao aparato de segurança do Irã, que são acusadas de repressão aos protestos populares. O ex-presidente Donald Trump, em declarações recentes, destacou que entre os sancionados está Ali Larijani, mencionado pelo Departamento do Tesouro como um dos coordenadores da resposta governamental às manifestações que tomaram o país. Essas sanções se estendem a comandantes das forças de segurança e do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica nas províncias de Lorestan e Fars, além de incluir operadoras financeiras que atuam no Irã, Reino Unido, Singapura e Emirados Árabes Unidos, acusadas de lavar dinheiro proveniente do petróleo e financiar a repressão.
As medidas implementadas determinam o bloqueio de todos os bens dos indivíduos e entidades sancionados em território americano, além de impedir qualquer operação de empresas ligadas a eles. Essas ações refletem a preocupação dos EUA com a situação dos direitos humanos no Irã, especialmente em um momento em que os protestos têm se intensificado e se espalhado por diversas cidades do país.
Suspensão de Execuções no Irã
Na mesma linha de eventos, a Casa Branca anunciou que o Irã suspendeu cerca de 800 execuções que estavam previstas para ocorrer nesta semana. Essa informação foi confirmada pela porta-voz Karoline Leavitt durante uma coletiva de imprensa, onde ressaltou que Trump estava ciente da interrupção das execuções, que deveriam ter ocorrido na quarta-feira (14). “O presidente e sua equipe estão monitorando de perto a situação, e todas as opções permanecem em aberto”, afirmou Leavitt.
Essa mudança de discurso vem em um contexto de crescente tensão entre os Estados Unidos e o Irã. O ex-presidente Trump, que em sua retórica anterior havia ameaçado o governo iraniano, afirmou que as “matanças” no Irã estão diminuindo após semanas de pressão pública. Ele acrescentou que Teerã indicou que não pretende prosseguir com as execuções de pessoas presas durante os recentes protestos que tiveram início no final de dezembro de 2025.
Protestos e Crise de Direitos Humanos
Os protestos no Irã, que têm raízes na crise econômica e em problemas sociais, têm sido severamente reprimidos pelas autoridades. Segundo a organização Ativistas de Direitos Humanos no Irã (HRA), mais de 2,4 mil pessoas já perderam suas vidas desde o início dos confrontos em Teerã e em outras cidades. Além disso, o número de prisões já ultrapassou 18 mil, incluindo o caso de Erfan Soltani, condenado à morte após um julgamento considerado polêmico por diversas entidades de direitos humanos. Sua execução estava prevista para esta semana, mas ainda não há confirmação oficial sobre a suspensão da sentença.
O ex-presidente Trump, em seu discurso, havia alertado que consideraria “opções muito fortes” para impedir a morte de civis que se opõem ao regime iraniano, reforçando que qualquer ação americana teria um caráter humanitário. Por sua vez, o governo iraniano acusa os EUA de fomentar os protestos e distúrbios, alegando que as manifestações e a violência são parte de um plano orquestrado por Washington, com apoio de iranianos no exterior, para desestabilizar o país.

