Fórum Celebra Cultura e Resiliência
Nesta terça-feira, a manhã em Maceió foi marcada pelo lançamento do projeto Rota de RExistência, com o fórum intitulado “Cultura, Memória e Resistência: Nise da Silveira”. O evento aconteceu no mega-auditório da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) e se insere na programação do Janeiro Branco 2026, que foca na saúde mental. O público presente incluiu gestores, acadêmicos, profissionais da saúde e membros da comunidade, refletindo a diversidade de vozes que a cultura alagoana abriga.
O projeto é uma das iniciativas do Programa Nosso Chão, Nossa História e resulta de uma parceria entre diversas instituições públicas e organizações da sociedade civil. A administração fica a cargo da Fundação de Apoio ao Ensino, Extensão e Pesquisa de Alagoas (Fepesa), enquanto a Uncisal, com seu histórico rico, contribui com atividades que promovem a cultura e o bem-estar em conjunto com o Hospital Escola Portugal Ramalho.
Inspirado na renomada psiquiatra Nise da Silveira, o Rota de RExistência visa promover atividades culturais e educativas em áreas de Maceió que enfrentam desafios socioambientais. A abertura do evento contou com a apresentação do grupo Guerreiro Grande Poder, além de uma mesa redonda que discutiu o legado cultural e simbólico deixado por Nise, cuja obra ainda dialoga com as questões atuais.
Durante a cerimônia, Pollyanna Almeida, reitora da Uncisal, sublinhou a relevância da cultura como pilar para a construção da identidade coletiva. Para Almeida, a preservação das manifestações culturais é fundamental para que as raízes comunitárias se mantenham vivas. Essa visão ecoou nas palavras da coordenadora geral do projeto, Maria Derivalda Andrade, que ressaltou a proposta de valorizar a cultura em contextos de perda, reconhecendo-a como uma forma de resistência.
Ruth Barros, que representa a Coordenação de Ações Estratégicas da Uncisal, reforçou que manter a memória comunitária é uma estratégia essencial para empoderar as comunidades locais, possibilitando que suas vozes sejam ouvidas e respeitadas. Leandro Ferreira Marques, do UNOPS/ONU, enfatizou ainda o papel da cultura na construção da memória e na promoção da saúde mental, destacando que essas iniciativas têm o potencial de gerar impactos duradouros nas comunidades afetadas.
Por sua vez, Dilma de Carvalho, presidenta do Comitê Gestor dos Danos Extrapatrimoniais, enfatizou que as ações desenvolvidas visam deixar um legado positivo e transformador nos territórios impactados. O fórum trouxe à tona discussões pertinentes sobre como as manifestações culturais podem contribuir para preservar as histórias e identidades dos bairros atingidos, fortalecendo o tecido social.
Com uma programação rica e diversificada, o Rota de RExistência se destaca como uma importante plataforma para a valorização da cultura alagoana e a preservação da memória coletiva. O projeto não apenas celebra as tradições locais, mas também se posiciona como um agente de transformação social, promovendo um futuro que respeita e honra as histórias e identidades culturais de cada comunidade.

