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    Cultura

    Revista Liberta Edição 18: A Vingança da Cultura Brasileira Contra o Obscurantismo

    18 de janeiro de 2026
    Revista Liberta Edição 18: A Vingança da Cultura Brasileira Contra o Obscurantismo
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    Reconhecimento e Controvérsias

    A edição 18 da Revista Liberta foi lançada hoje, trazendo à tona discussões profundas sobre a cultura brasileira e suas vitórias recentes. A publicação, disponível para assinantes e com parte do conteúdo acessível ao público em geral, destaca as conquistas de Wagner Moura e do filme “O Agente Secreto” no Globo de Ouro. Esses triunfos são um alívio para muitos que acreditam na força do cinema nacional, especialmente em um momento em que artistas brasileiros são frequentemente atacados como meros aproveitadores de recursos públicos, segundo grupos da extrema direita. O reconhecimento internacional, no entanto, serve para reforçar a qualidade e relevância do que é produzido por cineastas do Brasil, superando as polêmicas fabricadas por críticos radicais.

    Na edição, são abordados temas explorados por escritores como Xico Sá e João Cézar de Castro Rocha. Um trecho do artigo intitulado “A gloriosa vingança contra os assassinos da cultura”, escrito por Xico Sá, ilustra bem o clima de descontentamento que permeia a cultura atualmente. Ele menciona, por exemplo, o filme “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro”, uma obra seminal do aclamado diretor Glauber Rocha, que conecta o passado glorioso do cinema nacional com os ataques contemporâneos a artistas como Wagner Moura.

    Após a consagração de “O Agente Secreto” no Globo de Ouro, o pastor e agitador político Silas Malafaia não hesitou em atacar o ator de forma negativa, chamando-o de “cretino” em sua defesa de Jair Bolsonaro, que Moura havia caracterizado como um ex-presidente fascista. Malafaia, em seu tom característico, uniu-se à voz de outros críticos insatisfeitos com o reconhecimento da produção cultural brasileira nos Estados Unidos. Nas redes sociais, membros do exército bolsonarista seguiram a retórica de ódio lançada pelo pregador.

    A forte reação aponta para um contexto mais amplo, que pode ser comparado ao filme “Dias de Ira”, um clássico do gênero western spaghetti, onde a indignação e a luta por justiça são temas centrais. O pastor, que é versado na Bíblia, talvez não tenha percebido que sua ira, como ensina o Eclesiastes, reside na essência dos tolos. Entretanto, sua pregação desesperada revela o descontentamento dos que, de maneira religiosa ou não, propuseram a aniquilação da cultura brasileira, apenas para se deparar com a resistência vibrante dos artistas e criadores do país.

    Outras Questões em Debate

    Além das vitórias no cinema, a edição da Revista Liberta também traz à tona uma polêmica mais ampla relacionada ao futuro de Jair Bolsonaro, que enfrenta condenações por sua tentativa de golpe. Os jornalistas William De Lucca e Fábio Pannunzio exploram as repercussões de onde o ex-presidente deve cumprir sua pena, um assunto que certamente continuará a gerar debates acalorados.

    No conteúdo, os leitores ainda encontrarão uma variedade de artigos de autores renomados, como Leandro Demori, Jamil Chade, Adriana Ferreira Silva, Marcia Tiburi, Juca Kfouri, Manoela Miklos e Luís Costa Pinto. O renomado Leonardo Boff também contribui com suas reflexões, enquanto o humorístico Sensacionalista e a charge de Carol Ito acrescentam uma pitada de crítica social ao material. A capa da revista, desenhada por Aroeira, promete chamar a atenção tanto pela estética quanto pelo conteúdo provocativo.

    Com uma abordagem tangencial e rica em detalhes sobre a luta cultural e os desafios enfrentados pela arte no Brasil contemporâneo, a Revista Liberta se consolida mais uma vez como um espaço de resistência e diálogo sobre a cultura nacional.

    cinema nacional cultura brasileira Revista Liberta Wagner Moura
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