Redução Significativa nos Casos de Dengue e Chikungunya
Alagoas apresentou uma notável diminuição de 39,1% nos casos de dengue nas quatro primeiras semanas de 2026, comparado ao mesmo período em 2025. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (19) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), revelando que, em janeiro deste ano, foram registrados 126 casos, em contraste com 207 no ano anterior.
O Boletim das Arboviroses também trouxe dados alentadores, mostrando uma redução de 77,3% nos casos de chikungunya no estado. Além disso, não foram relatados casos de zika em 2025 e 2026, e até a quarta semana epidemiológica, o Estado não identificou suspeitas de febre do Oropouche.
Importante destacar que não houve óbitos confirmados por dengue nesse período de análise, mantendo a taxa de mortalidade zerada. Essa situação é um indicativo de que o cenário epidemiológico permanece classificado como normal para dengue, chikungunya, zika e febre do Oropouche, segundo o Plano Estadual de Enfrentamento das Arboviroses.
Importância da Manutenção das Medidas de Prevenção
Paulo Protázio, supervisor de endemias da Sesau, enfatiza a relevância de continuar com as práticas de prevenção, mesmo diante da queda nos números. A principal recomendação consiste na eliminação de recipientes que possam acumular água parada, pois estes servem como criadouros para o mosquito Aedes aegypti, agente responsável pela transmissão da dengue, zika, chikungunya e febre do Oropouche.
Segundo Protázio, o papel dos municípios é crucial na estratégia de combate ao mosquito. Ele afirma que o engajamento das equipes locais é imprescindível, principalmente durante períodos sazonais e de intensa chuva, que favorecem a proliferação do vetor.
“As ocorrências estão concentradas nos municípios, portanto, a organização municipal é vital. Seja através da estratégia de Saúde da Família, com o apoio dos Agentes Comunitários de Saúde, que realizam visitas domiciliares, ou pelos Agentes de Controle de Endemias, que executam ações específicas, como vigilância entomológica e identificação de áreas de risco, é necessário intensificar as atividades de combate ao Aedes aegypti”, conclui.

