Fechar menu
Alagoas Informa
    Facebook X (Twitter) Instagram WhatsApp
    sábado, setembro 5
    Em alta
    • Renegociação de Dívidas: Mais de 4 Mil Produtores em Alagoas Têm Oportunidade de Regularizar Débitos com BNB
    • Huná destaca protagonismo feminino negro no Maceió Pop Festival com show impactante
    • Pacientes do SUS em Alagoas terão 10,6 mil procedimentos em hospitais particulares
    • Maceió sedia o II Campeonato Nacional de Voleibol da Advocacia e movimenta o esporte local
    • Julgamento de enfermeira por morte dos três filhos termina sem decisão do júri
    • Rute Nezinho destaca potencial de Arapiraca e Agreste para impulsionar turismo em Alagoas
    • Fabiano Costa: Da Segurança Pública à Política em Busca de Vaga na Câmara Federal
    • SUS inova com monitoramento em tempo real nas UTIs usando inteligência artificial
    Alagoas InformaAlagoas Informa
    • Home
    • Cultura
    • Economia
    • Em Alta
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Política
    • Saúde
    • Tecnologia
    • Turismo
    Alagoas Informa
    Início»Política»Fatores Políticos e a Recusa Familiar na Doação de Órgãos no Brasil
    Política

    Fatores Políticos e a Recusa Familiar na Doação de Órgãos no Brasil

    5 de março de 2026
    Fatores Políticos e a Recusa Familiar na Doação de Órgãos no Brasil
    Compartilhar
    Facebook Twitter E-mail LinkedIn WhatsApp Copiar link

    O cenário da doação de órgãos no Brasil

    Em meio ao luto, cerca de 45% das famílias brasileiras negam a doação de órgãos, mesmo quando possuem a oportunidade de ajudar outros pacientes necessitados. Essa taxa, que permanece estável por mais de uma década, revela uma realidade que varia significativamente entre os estados e sobrevive a diferentes administrações políticas. Mas qual o papel da política nessa questão complexa?

    Um levantamento realizado pela Agência Pública trouxe à tona oscilações nas taxas de recusa desde 2013. Curiosamente, algumas dessas variações coincidem com trocas no comando da administração, sugerindo que mudanças nas diretrizes das políticas estaduais de saúde podem ter um impacto considerável. Entretanto, especialistas e gestores do setor afirmam que os bons resultados não estão atrelados à política partidária, mas sim a três pilares fundamentais: a continuidade institucional, a qualificação técnica e o acesso à informação.

    O exemplo de Santa Catarina

    Santa Catarina se destaca como um caso de sucesso, apresentando uma das menores taxas de recusa familiar do país, que oscilou em torno de 30% nos últimos cinco anos. Joel de Andrade, coordenador da SC Transplantes, atribui esse resultado à adoção de um modelo inspirado nas práticas da Espanha, referência mundial em doação de órgãos. Desde 2005, o estado aposta na formação especializada dos profissionais envolvidos no processo, enfatizando a importância de coordenadores hospitalares de transplantes, auditorias contínuas e uma comunicação estratégica.

    “O curso de Comunicação em Situações Críticas, criado para capacitar os profissionais de saúde, melhora a interação com as famílias”, explica Andrade. Desde sua implementação, mais de 3 mil profissionais foram treinados, contribuindo para uma queda expressiva na taxa de recusa, que passou de 70% para menos de 30%.

    Avanços no Paraná

    No Paraná, a taxa de recusa familiar também caiu para menos de 35%. A Secretaria de Saúde do Estado (SESA-PR) destaca que essa redução é consequência do fortalecimento do sistema estadual de transplantes. Isso inclui a padronização de fluxos operacionais, monitoramento de indicadores e reorganização das Organizações de Procura de Órgãos.

    O secretário de Estado de Saúde, Beto Preto, enfatiza que a continuidade do modelo adotado faz toda a diferença. “A qualificação contínua e o comprometimento dos profissionais em todas as etapas do processo são essenciais para transformar a realidade de quem aguarda um transplante. Além disso, investimentos em estrutura e campanhas publicitárias são fundamentais para fortalecer o sistema de transplantes”, afirmou.

    Desigualdades entre os estados

    Em termos absolutos, São Paulo lidera o número de transplantes realizados anualmente, aproveitando sua população numerosa e a ampla rede de saúde. Contudo, o levantamento da Agência Pública revela que a recusa familiar varia bastante entre os estados. Por exemplo, no Maranhão, a taxa subiu em 2015 durante a gestão de Flávio Dino (PCdoB) e caiu em 2024 sob Carlos Brandão (PSB). Em contrapartida, no Mato Grosso, a taxa de recusa diminuiu em 2014 com Silval Barbosa (PMDB) e aumentou novamente em 2021 sob Mauro Mendes (União Brasil).

    A visão de especialistas sobre a questão

    Lucas Nacif, médico e membro do conselho da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, acredita que a recusa familiar é menos dependente da orientação política e mais relacionada à falta de informação. “É fundamental promover uma comunicação eficaz e consistente que ajude as famílias a compreenderem a importância da doação”, ressalta Nacif, apontando que a divulgação e o suporte dos governantes são cruciais para a mudança dessa realidade.

    A situação em Goiás

    No estado de Goiás, as taxas de recusa familiar permanecem elevadas, atingindo 70% em 2025 sob a gestão de Ronaldo Caiado (União). A Secretaria de Saúde atribui essa situação a uma combinação de fatores culturais, sociais e religiosos que influenciam a decisão, geralmente tomada em momentos de fragilidade emocional.

    Desde 2019, apesar de a secretaria não ter descontinuado as políticas de transplantes, houve apenas uma intensificação nas capacitações e no monitoramento. “Os desafios não se concentram na falta de estrutura, mas na necessidade contínua de qualificação das equipes e na padronização dos fluxos hospitalares”, informa a pasta, que está finalizando o Plano Estadual de Transplantes, que busca estabelecer metas e diretrizes para os próximos quatro anos.

    “Esse plano visa ações voltadas à qualificação assistencial e ao fortalecimento da comunicação com as famílias, além de promover uma cultura de doação que ajude a reduzir as taxas de recusa e a melhorar gradualmente os indicadores estaduais”, conclui a secretaria.

    Artigo anteriorCopa Alagoas: CSA Enfrenta Dimensão em Busca da Reabilitação
    Próximo artigo Queda de 11 Pontos no Consumo das Famílias em Maceió: Análise da Fecomércio-AL

    Noticias relacionadas

    Política

    Fabiano Costa: Da Segurança Pública à Política em Busca de Vaga na Câmara Federal

    4 de setembro de 2026
    Política

    Prefeitura de Maceió anuncia construção da Arena dos Corais com capacidade para 30 mil pessoas

    1 de setembro de 2026
    • Alagoas
    • Cultura
    • Economia
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Política
    • Saúde
    • Tecnologia
    • Sobre o Alagoas Informa
    • Política de privacidade
    • Termos de Serviço

    Digite o texto acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.