Queda na Incidência de Gravidez na Adolescência em Maceió
Fevereiro marca o início da Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, um momento crucial para intensificar a conscientização sobre esse tema. Em Maceió, diversas ações estão sendo realizadas em parceria entre o Programa de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente e o Programa Saúde nas Escolas (PSE). Estas iniciativas têm como foco a promoção de um letramento adequado, visando a diminuição dos casos de gravidez entre jovens.
Recentemente, a capital alagoana apresentou números animadores: a taxa de gravidez na adolescência registrou uma considerável redução. Dados históricos mostram que entre 2020 e 2024, houve uma tendência de queda nos registros. Em 2020, a taxa era de 17,4%; em 2021, caiu para 15,8%; e em 2022, para 14,3%. O ano de 2023 manteve essa porcentagem, mas já em 2024, o número caiu para 12,9%, indicando um progresso significativo.
A Atenção Primária à Saúde desempenha um papel fundamental nesse processo, promovendo capacitações para os profissionais que atuam nas comunidades. Isso possibilita uma orientação eficaz à população sobre os impactos da gravidez na adolescência e a importância da prevenção. A abordagem intersetorial e as buscas ativas têm sido essenciais para alcançar os jovens de maneira mais efetiva.
Luana Melo, coordenadora do programa de Atenção Primária, ressalta que o trabalho é coletivo e envolve diversas ações no âmbito escolar. Segundo ela, por meio do PSE, são realizadas palestras de educação sexual, que buscam destacar a relevância desse tipo de abordagem como um método preventivo contra doenças sexualmente transmissíveis e, claro, a gravidez indesejada na adolescência.
“Os programas estratégicos são fundamentais. Eles atuam em conjunto, orientando e conscientizando sobre a saúde e as implicações da gravidez na adolescência. Esse esforço de educação permanente em saúde resultou na diminuição dos casos registrados, um benefício significativo para a sociedade. Quando educação e saúde colaboram, o entendimento se amplia, beneficiando tanto pais quanto filhos. O combate à gravidez na adolescência é, sem dúvida, uma luta coletiva em prol da saúde e proteção dos jovens”, enfatizou Luana Melo.

