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    Início»Em Alta»Ricardo Araújo Pereira comenta pressão de Trump à Fifa e o impacto no futebol
    Em Alta Esportes

    Ricardo Araújo Pereira comenta pressão de Trump à Fifa e o impacto no futebol

    11 de julho de 2026
    Ricardo Araújo Pereira comenta pressão de Trump à Fifa e o impacto no futebol
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    Pressão de Trump à Fifa e o futebol em foco

    Quando o New York Times revelou que Donald Trump havia telefonado ao presidente da Fifa para pedir a despenalização de um jogador da seleção americana expulso, a reação esperada era clara: Trump convocaria uma coletiva para negar a história, acusar a imprensa de fake news e possivelmente buscar indenização. Para surpresa de muitos, ele confirmou o fato e ainda se gabou da intervenção.

    Ao longo da vida, vi acontecimentos marcantes como a queda do muro de Berlim, o fim do apartheid e a eleição de Mandela, além de uma pandemia. Porém, jamais imaginei presenciar o fim da vergonha como valor social, que aparentemente desapareceu em julho de 2026. Historicamente, episódios de pressão política contra a Fifa não são inéditos. Em 1934, Mussolini teria influenciado decisões para beneficiar a Itália, mas sempre negou. Também o jogo entre Argentina e Peru em 1978, que favoreceu os argentinos na classificação para a final, foi alvo de suspeitas, embora a ditadura militar na época tenha rejeitado as acusações.

    Entretanto, Trump foi além: não apenas admitiu a interferência, como a comemorou publicamente. “Eu entendo muito de esportes”, disse o então presidente dos EUA, “e sei que aquilo não foi falta. Nosso jogador recebeu um cartão vermelho, que eu nem sabia o que significava.” A contradição entre se declarar entendido e desconhecer uma regra básica do futebol chamou atenção.

    Leia também: Infantino confirma ligação de Trump, mas nega interferência no Comitê Disciplinar da FIFA

    Leia também: Trump assume pressão à Fifa e revolta mundo do futebol

    Fonte: diariofloripa.com.br

    Trump argumentou que é injusto impedir um atleta de jogar por punições aplicadas em partidas anteriores. A regra da suspensão por cartão vermelho é tradicional no futebol, e a Fifa tinha apenas duas opções: manter a penalização ou despenalizar todos os jogadores em situação semelhante. Curiosamente, optou por uma terceira via, liberando somente o jogador americano beneficiado pela intervenção presidencial, que pôde atuar contra a Bélgica. O resultado foi uma derrota americana por 4 a 1.

    Contexto e desfecho controverso

    O treinador belga, diante da situação, poderia ter aproveitado a oportunidade para orientar seus jogadores a ampliar o placar, considerando a possibilidade de manobras políticas do adversário. Porém, não fez declarações nesse sentido, deixando uma lacuna no desfecho da partida.

    Essa situação levanta questões sobre a integridade das decisões no futebol e o peso da influência política em momentos decisivos. A pressão exercida por Trump na Fifa e a decisão da entidade evidenciam desafios para a manutenção do fair play no esporte.

    Agora, resta lamentar a perda da vergonha como valor social em episódios que deveriam seguir regras claras e justas, preservando a credibilidade do futebol mundial.

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