Análise de Preços de Combustíveis no Nordeste
Conforme a mais recente avaliação do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que monitora os valores praticados nos postos de combustíveis, o cenário na primeira quinzena de fevereiro trouxe novidades. O Nordeste, em comparação ao mesmo período de janeiro, observou uma tendência de aumento nos preços dos combustíveis, destacando-se como a região com a maior alta do Brasil no que se refere ao etanol, que teve um aumento de 2,82%, alcançando um preço médio de R$ 5,10. No mesmo sentido, a gasolina também teve seu valor elevado, com um acréscimo de 0,62%, vendida a R$ 6,53. Os dois tipos de diesel também seguiram essa diretriz, apresentando pequenas variações: o diesel comum aumentou 0,32%, atingindo R$ 6,33, e o S-10 cresceu 0,16%, custando R$ 6,29.
Contrariando a tendência regional, Alagoas apresentou um cenário diferente. A gasolina teve uma queda significativa de 0,61%, sendo comercializada, em média, a R$ 6,510. O etanol, por sua vez, também apresentou redução de 0,19%, custando aproximadamente R$ 5,320. No entanto, o diesel registrou um aumento mais expressivo no estado, com um preço médio elevado para R$ 6,590, representando uma alta de 3,29% em relação à primeira quinzena de janeiro.
Comparação Regional e Impacto no Consumidor
O Rio Grande do Norte destacou-se como o estado do Nordeste com os maiores aumentos. O etanol neste estado subiu 4,24%, alcançando a média de R$ 5,41, enquanto a gasolina teve um aumento de 2,81%, sendo vendida a R$ 6,59. Outros estados que apresentaram elevações significativas no preço do etanol incluem Pernambuco e Sergipe, com aumentos de 5,35% (R$ 5,12) e 3,15% (R$ 5,24), respectivamente.
Renato Mascarenhas, Diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade, analisou as mudanças de preços, destacando que “o Nordeste foi a região com maior pressão nos preços no início de fevereiro, apresentando a alta mais expressiva de etanol e gasolina no País. Com a elevação acentuada nos preços, o biocombustível perdeu a posição de opção financeiramente mais vantajosa em relação à gasolina em toda a região. Porém, é importante que o consumidor considere não apenas o preço na bomba, mas também o impacto ambiental de cada escolha. O etanol segue sendo a alternativa mais alinhada à mobilidade de baixo carbono, por ser renovável e emitir menos gases de efeito estufa ao longo de todo o ciclo de uso.”

