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    Início»Cultura»Pré-Fórum Cultura Viva: A Importância das Culturas Populares e Tradicionais na 6ª Teia
    Cultura

    Pré-Fórum Cultura Viva: A Importância das Culturas Populares e Tradicionais na 6ª Teia

    24 de fevereiro de 2026
    Pré-Fórum Cultura Viva: A Importância das Culturas Populares e Tradicionais na 6ª Teia
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    Encontro Virtual Reúne Mestres e Brincantes de Todo o Brasil

    Na noite da última segunda-feira (23), um encontro virtual reuniu mestras, mestres, brincantes e fazedores de cultura de diversas regiões do Brasil. O evento, intitulado Pré-Fórum Cultura Viva de Culturas Tradicionais e Populares, foi transmitido pelo canal do Pontão de Cultura Rede das Culturas Populares e Tradicionais (RCPT), em colaboração com o Grupo de Trabalho da Comissão Nacional de Pontos de Cultura (CNPdC). A principal proposta do encontro foi discutir as contribuições das culturas tradicionais e populares para a Política Nacional de Cultura Viva (PNCV), preparando o caminho para a 6ª Teia Nacional, que ocorrerá entre os dias 24 e 29 de março, em Aracruz, Espírito Santo.

    As contribuições e reflexões geradas durante o encontro serão compiladas em um documento que servirá de base para as discussões futuras no evento do Espírito Santo. Entre os participantes estava a secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (MinC), Márcia Rollemberg, além de outros representantes do ministério que trouxeram suas perspectivas sobre o papel das culturas populares na construção de políticas culturais.

    Justiça Climática em Debate

    Márcia Rollemberg destacou a importância da sexta edição da Teia, que terá como tema “Pontos de cultura pela justiça climática”. Segundo ela, o evento é uma oportunidade para refletir sobre a relação da humanidade com a Terra. “Devemos nutrir nossa intervenção no planeta de forma harmoniosa com a natureza. Precisamos aprender com as culturas tradicionais e populares a cuidar do mundo ao nosso redor”, ressaltou.

    Ela também mencionou a escolha de Aracruz como sede do encontro, uma cidade que abriga uma significativa população indígena e enfrenta desafios ambientais. A secretária enfatizou a cultura como essencial na busca por soluções coletivas para os problemas enfrentados pela sociedade.

    Desigualdades Sociais e Racismo Ambiental

    Outro ponto importante destacado no encontro foi a discussão sobre desigualdades sociais e racismo ambiental. Tião Soares, diretor de Promoção das Culturas Tradicionais e Populares do MinC, abordou a intersecção entre a crise climática e os direitos humanos, salientando a necessidade de reconhecer e enfrentar esses desafios através de políticas públicas inclusivas.

    “O racismo institucional e ambiental perpetua a marginalização das comunidades negras e indígenas”, afirmou Soares, ressaltando a urgência de implementar práticas que promovam a equidade social e a participação democrática de todos os grupos envolvidos nas culturas tradicionais.

    Reflexões sobre a Cultura e Democracia

    João Pontes, também presente no encontro, enfatizou que não se pode falar em soberania ou democracia sem levar em conta os pontos de cultura. Ele destacou a importância da 6ª Teia como um marco para fortalecer a cultura brasileira e lembrar que as culturas tradicionais são um pilar fundamental da democracia. “Estamos em um momento de avaliação e reflexão sobre o legado das políticas culturais”, observou Pontes, citando o crescimento significativo dos pontos de cultura no país.

    Identidade, Pertencimento e Formação de Agentes Culturais

    Durante as duas horas de discussão, diversas vozes se manifestaram. Mestra Daraína Pregnolatto, do Ponto de Cultura Quintal da Aldeia, enfatizou a ligação entre culturas populares e territoriais, defendendo a necessidade de incluir tanto os mais velhos quanto os mais jovens nos debates sobre cultura. “Uma sociedade sem os sábios que orientem e os novos que darem continuidade ao trabalho está fadada ao fracasso”, alertou Daraína.

    A mestra Iara Aparecida, do Ponto de Cultura Moçambique Estrela Guia, ressaltou que a cultura se manifesta nas comunidades e é vital para a identidade e resistência social. “É preciso reconhecer a importância dos pontos de cultura e de seus guardiões”, enfatizou.

    Dane de Jade, mediadora do evento, apresentou a Rede de Culturas Populares e Tradicionais (RCPT), que se dedica a mapear e diagnosticar atividades no campo cultural e a formar novos agentes. “É fundamental garantir que as novas gerações tenham acesso aos saberes tradicionais”, afirmou, destacando a importância da continuidade da cultura viva no Brasil.

    Cultura Viva culturas populares e tradicionais Edital 6ª Teia Nacional Justiça Climática
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