Impactos na Movimentação de Cargas no Porto de Maceió
Em 2025, o Porto de Maceió enfrentou uma queda significativa de 6,1% na movimentação de cargas em comparação ao ano anterior. Esse resultado foi diretamente influenciado pelo fechamento da Braskem, que interrompeu a importação de sal do Chile no primeiro semestre. No ano de 2024, a mineradora havia adquirido 554.133 toneladas do produto, mas em 2025 o número despencou para 170.552 toneladas, resultando em uma diminuição total de 383.581 toneladas.
Segundo informações da Administração do Porto, o total de cargas movimentadas em 2025 somou 2.513.050 toneladas, englobando granéis sólidos, líquidos e carga geral. Em contraste, em 2024, o volume foi de 2.677.581 toneladas, evidenciando uma diferença de 164.531 toneladas e marcando a primeira queda na movimentação geral desde 2019. Vale destacar que, nos últimos seis anos, o porto vinha apresentando um crescimento constante, e somente no último ano ocorreu essa reversão de tendência.
Exportações e Importações em Números
Entre os produtos que se destacaram nas exportações de 2025, o açúcar a granel liderou, com um total de 1,165 milhão de toneladas, representando 73,15% do total de cargas despachadas. Em 2024, esse número foi de 1,319 milhões de toneladas, apontando uma leve redução de 154 mil toneladas. O minério de cobre, extraído em Craíbas pela Mineradora Vale Verde, também se destacou, com 104.505 toneladas exportadas em 2025, uma ligeira alta em relação às 103.447 toneladas do ano anterior.
No que diz respeito às importações, os fertilizantes foram os produtos que mais chegaram ao porto, totalizando 264.055 toneladas, o que representa 28,71% das importações. Essa relação entre a produção do açúcar e a demanda por adubos utilizados nas plantações de cana-de-açúcar é notável. Desde 2019, a importação de adubo a granel tem oscilado conforme a safra, com o pico de 279.098 toneladas em 2021 e o mínimo de 167.757 toneladas em 2023.
A Queda das Importações de Sal e Seus Efeitos
A Braskem, que começou a importar o sal do Chile após ser proibida de extrair sal-gema de Maceió devido a problemas de afundamento do solo que afetaram vários bairros da capital alagoana, registrou uma queda acentuada na importação do produto. A trajetória foi de 102.210 toneladas em 2020 para 554.133 toneladas em 2024, e depois uma brusca queda para 170.552 toneladas em 2025.
Perspectivas Futuras e Análise do Mercado
Apesar da diminuição de aproximadamente 6,1% no volume total de cargas, a Administração do Porto de Maceió acredita que os números refletem a relevância do porto como um polo logístico vital para o estado. Esse papel é crucial para as operações de longo curso e para a cabotagem, que continua sendo uma via importante para o transporte regional, especialmente no que diz respeito ao abastecimento de derivados de combustíveis e insumos essenciais.
Diogo Holanda, administrador do Porto de Maceió, comentou sobre os resultados de 2025, ressaltando que eles expressam as flutuações do mercado e a importância de uma gestão que se adapte às circunstâncias. Ele enfatizou que a administração está comprometida em manter a eficiência operacional e reforçar a infraestrutura do porto.
“Cada ano traz seus próprios desafios e peculiaridades. Estamos sempre atentos às dinâmicas do mercado e nos esforçando para garantir operações que sejam seguras, organizadas e competitivas. O Porto de Maceió é fundamental para a economia de Alagoas, e nossa missão é assegurar que continuemos prontos para atender às demandas com responsabilidade e eficiência”, afirmou Holanda.

