A Situação Atual em Alagoas
O Brasil, segundo dados do Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico), contava com 365.822 pessoas vivendo nas ruas até o final do ano passado. Este levantamento é fundamental para entender a vulnerabilidade social e a alocação de recursos do governo federal. Em Alagoas, o cenário não é diferente, com 2.270 indivíduos em condição de extrema pobreza e com laços familiares fragilizados, conforme aponta o levantamento realizado pelo Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua da Universidade Federal de Minas Gerais (OBPopRua/Polos-UFMG), divulgado em janeiro deste ano.
A capital alagoana, Maceió, concentra a maior parte dessa população, com impressionantes 78,46% do total, ou seja, 1.781 pessoas. Arapiraca, a segunda maior cidade do estado, registra 291 moradores em situação de rua. Este fenômeno é um reflexo da crise social que atinge diversas partes do Brasil.
Crescimento da População em Situação de Rua
Historicamente, a situação de rua no Brasil apresentou flutuações significativas. De 2020 a 2021, durante o início da pandemia de covid-19, o número de pessoas vivendo nas ruas caiu de 194.824 para 158.191. Entretanto, o cenário começou a se deteriorar novamente em 2022, com um aumento contínuo, resultando em 327.925 pessoas em situação de rua até o final de 2024. Esse crescimento é motivo de preocupação e reflete a necessidade de políticas públicas eficazes para enfrentar essa realidade.
A Distribuição Regional
Em termos regionais, a Região Sudeste concentra a maioria dessa população, com 222.311 pessoas, representando 61% do total no Brasil. O Nordeste, onde está Alagoas, vem em seguida, contabilizando 54.801 pessoas em situação de rua. Entre os estados, São Paulo é o líder absoluto nesse triste ranking, com 150.958 indivíduos, seguido do Rio de Janeiro, com 33.656, e Minas Gerais, com 33.139. Curiosamente, o Amapá se destaca por ter o menor número de moradores de rua, com apenas 292 pessoas.
Perfil dos Moradores de Rua em Alagoas
O perfil dos moradores de rua em Alagoas revela uma predominância masculina, com 1.968 homens e 302 mulheres. A faixa etária mostra que 1.074 pessoas têm entre 19 e 39 anos, representando 47,3% desse grupo, enquanto 968 indivíduos estão na faixa dos 40 a 59 anos, correspondendo a 42,6%. Além disso, 147 alagoanos são idosos, com 60 anos ou mais, e 81 são jovens com até 17 anos.
Outro dado relevante é a escolaridade dessa população. A maioria dos moradores de rua, ou seja, 1.004 indivíduos, não completou o ensino fundamental. Além disso, 569 são analfabetos e apenas 16 possuem o ensino superior incompleto. Esses números ressaltam as barreiras educacionais e socioeconômicas que contribuem para a permanência dessas pessoas em situação de vulnerabilidade.
Reflexões Finais
A situação dos moradores de rua em Alagoas é um retrato da extrema pobreza que afeta o Brasil como um todo. A desigualdade econômica e social exige uma resposta imediata e eficaz por parte do governo e da sociedade civil. A esperança reside na implementação de políticas públicas que não apenas amenizem a situação atual, mas que também promovam a inclusão social e o acesso a oportunidades para todos. Combater a pobreza e a exclusão social deve ser uma prioridade urgente para que o Brasil possa avançar rumo a um futuro mais igualitário.

