O impacto das passagens aéreas no turismo alagoano
O deputado federal Marx Beltrão (União Brasil-AL) ressaltou nesta segunda-feira (1º) que a recente redução de 14,2% no preço do querosene de aviação anunciada pela Petrobras é um passo positivo, mas insuficiente para reverter o problema crescente dos preços elevados das passagens aéreas. Segundo ele, o aumento contínuo nos valores das passagens afasta passageiros, prejudicando diretamente o turismo e a economia de estados como Alagoas.
Passagens aéreas: um entrave para o desenvolvimento econômico
Para Marx Beltrão, a questão do custo dos combustíveis de aviação não deve ser vista apenas como uma demanda das companhias aéreas, mas sim como uma pauta estratégica para o progresso econômico do país. “Essa não é uma pauta das empresas aéreas. É uma pauta da economia nacional. Quando a passagem aérea dispara de preço, toda a cadeia produtiva do turismo é afetada. Menos pessoas viajam, menos turistas chegam aos destinos, menos dinheiro circula na economia e menos empregos são gerados”, explicou o parlamentar.
Ele também chamou atenção para a discrepância nos valores das passagens nacionais, destacando que trajetos como Maceió-Brasília, Maceió-São Paulo e Maceió-Rio de Janeiro chegam a custar mais do que voos internacionais, o que considera um contrassenso que limita o acesso dos brasileiros ao transporte aéreo e prejudica estados fortemente dependentes do turismo.
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Repercussões para os trabalhadores e pequenos negócios
Marx Beltrão enfatizou que o impacto dos preços elevados das passagens vai muito além dos aeroportos, atingindo milhares de trabalhadores ligados ao setor turístico. “Quando a passagem fica mais cara, o turista deixa de viajar. E quando o turista deixa de viajar, o prejuízo chega ao hotel, ao restaurante, ao bar, ao guia de turismo, ao ambulante, ao motorista de aplicativo, ao taxista, ao artesão e a milhares de pequenos empreendedores que dependem do movimento gerado pelo turismo. É toda uma cadeia econômica que perde renda, oportunidades e empregos”, detalhou.
Necessidade de políticas estruturais para redução dos custos
O deputado alertou que a redução anunciada pela Petrobras não deve ser vista como uma solução definitiva. “Qualquer redução é bem-vinda, mas o Brasil precisa de uma política permanente para reduzir o custo da aviação. Não podemos continuar convivendo com aumentos sucessivos que transformaram a passagem aérea em um produto inacessível para grande parte da população. É preciso criar condições para ampliar a concorrência, reduzir custos operacionais e garantir que o brasileiro volte a ter acesso ao transporte aéreo”, afirmou.
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Por fim, Marx Beltrão defendeu um esforço conjunto entre governo federal, agências reguladoras e setor aéreo para estabelecer uma agenda que promova a diminuição dos custos da aviação e estimule o crescimento do turismo nacional. “Passagem aérea cara significa menos turismo, menos desenvolvimento e menos empregos. Em Alagoas, isso significa menos visitantes, menos ocupação nos hotéis, menos movimento nos bares e restaurantes, menos passeios turísticos e menos renda circulando na economia. O Brasil precisa enfrentar esse problema de forma estrutural e não apenas com medidas paliativas”, concluiu.

