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    Início»Saúde»Parceria do Ministério da Saúde Impulsiona Produção Nacional de Tratamentos Oncológicos
    Saúde

    Parceria do Ministério da Saúde Impulsiona Produção Nacional de Tratamentos Oncológicos

    26 de março de 2026
    Parceria do Ministério da Saúde Impulsiona Produção Nacional de Tratamentos Oncológicos
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    Ampliação do Acesso a Medicamentos Oncológicos

    Em um importante passo para a saúde pública brasileira, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quinta-feira (26) uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) no evento Diálogo Internacional – Desafios e Oportunidades para a Cooperação em Tecnologias em Saúde, realizado no Rio de Janeiro. A parceria tem como objetivo a produção totalmente nacional do medicamento oncológico pembrolizumabe, que será integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS).

    Com essa iniciativa, a expectativa é aumentar o uso dessa terapia imunológica avançada para tratar diferentes tipos de câncer na rede pública. Atualmente, o pembrolizumabe já está disponível para o tratamento de melanoma, uma forma de câncer de pele.

    “A inovação que buscamos é aquela que realmente chega às pessoas, principalmente às mais vulneráveis. É uma inovação que reduz desigualdades e melhora o cuidado com a saúde”, enfatizou Padilha, sublinhando que o foco vai além da tecnologia: trata-se do direito à saúde.

    Transferência de Tecnologia e Autonomia na Saúde

    Esta PDP estabelece um marco na transferência de tecnologia do pembrolizumabe da empresa Merck Sharp & Dohme (MSD) para o Instituto Butantan, um renomado laboratório público brasileiro. A medida visa garantir a autonomia do país na produção de medicamentos e se alinha à estratégia de uso do poder de compra do SUS, que movimenta cerca de R$ 5 bilhões anualmente no setor farmacêutico, incluindo novas PDPs aprovadas.

    Após a assinatura do Termo de Compromisso, que foi feito pelo ministro durante o evento, a próxima fase envolve a formalização do contrato de transferência de tecnologia entre as partes. Essa etapa é crucial para que o pembrolizumabe possa ser efetivamente adquirido pelo SUS, com a implementação da fase III.

    A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, destacou que “ao longo de 10 anos, o Instituto Butantan desenvolverá a capacidade produtiva necessária para oferecer no Brasil um medicamento de grande importância”. Atualmente, o pembrolizumabe está disponível para tratamento de melanoma, e há solicitações em análise na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) para expandir seu uso a outras condições, como câncer de mama, pulmão, esôfago e colo do útero.

    Enfrentando Desigualdades em Saúde

    Durante o mesmo evento, o Ministério da Saúde também anunciou a criação da primeira Encomenda Tecnológica (ETEC) voltada para o combate de doenças que afetam as populações vulneráveis. O Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) permitirá a viabilização da ETEC, com uma chamada para propostas esperada para ser divulgada em 2026.

    A ETEC será responsável por desenvolver produtos inovadores para atender demandas específicas, enquanto busca fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis). A prioridade será dada a doenças negligenciadas, que impactam principalmente as populações em situação de vulnerabilidade social, como hanseníase, tuberculose, doença de Chagas, leishmaniose e dengue.

    A parceria estabelece um apoio técnico da ABDI em várias etapas do processo, como definição de necessidades do mercado e avaliação de riscos tecnológicos, enquanto o Ministério da Saúde se encarregará das diretrizes e implementação das ações.

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