Polícia Científica de Alagoas adota software avançado para investigações
A Polícia Científica de Alagoas (PolC/AL) deu um passo significativo na modernização das investigações criminais ao incorporar o Quantum, um software de última geração no Instituto de Criminalística de Maceió (ICM). A ferramenta utiliza análise estatística avançada para melhorar o confronto balístico, facilitando a conexão entre diferentes crimes cometidos com armas de fogo por meio de evidências científicas confiáveis.
Nas primeiras avaliações, o Quantum mostrou resultados promissores, acelerando a atualização de projetos e estojos no Banco Nacional de Perfis Balísticos (BNPB). Isso amplia a expectativa de que a tecnologia reforçará as investigações criminais no estado, dando suporte técnico mais ágil e preciso aos peritos.
Capacitação garante uso eficiente da nova ferramenta
Para a utilização adequada do sistema, peritos e servidores do Instituto passaram por treinamentos conduzidos por um representante da empresa desenvolvedora do software. A formação contemplou desde a operação da plataforma até técnicas de análise comparativa, interpretação de dados estatísticos e protocolos para validação técnica, assegurando o manejo correto do Quantum nas investigações.
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O perito criminal e chefe especial do Instituto de Criminalística de Maceió, Diozênio Monteiro, destacou que o Quantum fortalecerá o Sistema Nacional de Análise Balística (SINAB) e o Banco Nacional de Perfis Balísticos (BNPB), já utilizados pela Polícia Científica de Alagoas. Segundo ele, essas ferramentas são fundamentais para identificar conexões entre armas, locais de crime e vítimas, oferecendo respostas mais rápidas e precisas.
Como o Quantum complementa a perícia balística
Atualmente, os exames balísticos no ICM contam com sistemas digitais para análise de imagens de projetos e estojos deflagrados, que auxiliam na identificação de evidências relacionadas às armas. O Quantum, trabalhando de forma complementar, emprega modelos estatísticos avançados para refinar os resultados inseridos no BNPB, ampliando a capacidade analítica dos peritos.
Paulo Rogério, perito criminal e administrador da seção estadual do BNPB, explicou que o Quantum representa uma evolução no suporte à identificação balística. Ele destaca que o software integra as evidências já presentes no Banco Nacional de Perfis Balísticos ao SINAB, aprimorando a análise e a explicação técnica dos dados.
Com essa inovação, a Polícia Científica de Alagoas reforça seu compromisso com a modernização e a eficiência nas investigações criminais, proporcionando avanços nas perícias que impactam diretamente a segurança pública do estado.

