Movimentação na Política Alagoana
No cenário político de Alagoas, as movimentações nas estruturas do secretariado, tanto no âmbito estadual quanto no município de Maceió, já indicam que alguns secretários começam a se preparar para as eleições de 2026. Entre eles, há quem já declare abertamente suas intenções de se candidatar, enquanto outros ainda se mostram indecisos quanto ao futuro. Essa situação reflete o clima de expectativa que permeia o ambiente político local.
Na estrutura do Governo do Estado, pelo menos três nomes confirmaram que deixarão seus cargos para disputar as próximas eleições. A ex-prefeita de Maceió e atual Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), Kátia Born, do PDT, deve permanecer até o final deste mês. Embora ainda não tenha definido seu projeto eleitoral, Kátia se coloca à disposição do partido para o que for necessário.
Outra figura importante é a ex-deputada federal e ex-vereadora por Maceió, Tereza Nelma, que ocupa a Secretaria de Estado da Cidadania e da Pessoa com Deficiência (Secdef) pelo MDB. Ela também já definiu sua saída para o início de abril, visando uma nova candidatura à Câmara Federal. Tereza, que atuou no governo Lula como secretária nacional de Aquicultura no Ministério da Pesca, retornou a Alagoas para assumir a Secdef em abril de 2025 e agora se afasta para buscar novamente uma vaga no Congresso.
O ex-prefeito de Palmeira dos Índios, Júlio Cézar, está se preparando para deixar a Secretaria de Estado de Relações Federativas e Internacionais (Serfi) e se candidatar a deputado federal. “A portaria deve ser publicada nos dias 2 ou 3 de abril”, destacou o secretário, que se diz pronto para contribuir com Alagoas. Recentemente, Júlio fez a transição do MDB para o PSD, respondendo a apelos de líderes aliados. Ele expressou gratidão ao MDB e reafirmou seu compromisso com os candidatos do partido para as eleições seguintes.
Além deles, a saída de Judson Cabral, do PT, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) também está em discussão. Recentemente, houve especulações na mídia sobre um plano da Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) que incluiria o afastamento temporário de alguns deputados estaduais para fortalecer suas candidaturas. Judson, no entanto, ainda não confirmou seu futuro político em declaração à imprensa.
Cenário Municipal e Candidaturas em Maceió
Em Maceió, os possíveis candidatos estão adotando uma postura cautelosa, aguardando os próximos passos do prefeito JHC (PL). O diretor-presidente da Autarquia Municipal de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana (Alurb), Moacir Teófilo, foi mencionado como pré-candidato a deputado federal, mas ele prefere focar em suas funções atuais. “O foco nesse momento é com a limpeza urbana. Política será tratada no momento oportuno”, afirmou.
Brivaldo Marques (PL) já confirmou sua saída da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa de Maceió (Semce) para se candidatar a deputado estadual. Ele, que é vereador eleito, deve se desincompatibilizar da Semce em abril para seguir seu caminho político.
Eduardo Canuto, secretário Municipal de Esporte (Semesp), também manifesta interesse em se candidatar, mas deixa a decisão nas mãos do prefeito. “Em 4 de abril é o prazo de desincompatibilização, então irei conversar com o prefeito sobre o que ele deseja”, ponderou Canuto, que ainda aguarda as definições do partido sobre as candidaturas.
Ele também destacou que sua vontade de se candidatar depende do alinhamento com o partido e a estratégia eleitoral que será definida coletivamente. “Se depender de mim, eu serei candidato”, afirmou, deixando claro seu desejo de representar os interesses de Maceió.
De acordo com o calendário eleitoral, secretários estaduais e municipais precisam se afastar de seus cargos até seis meses antes do primeiro turno das eleições, previsto para 4 de outubro de 2024. O prazo final para a desincompatibilização é, portanto, 4 de abril. Essa regra visa assegurar igualdade de condições para todos os candidatos, evitando o uso de recursos públicos em benefício de alguns durante a campanha. A persistência em um cargo além desse prazo pode levar à inelegibilidade, conforme previsto pela Lei Complementar nº 64/1990.

