A Nova Era de Miss Piggy
Miss Piggy, a famosa porquinha dos Muppets, está pronta para brilhar mais uma vez. Jennifer Lawrence, Emma Stone e Cole Escola estão se unindo para criar um novo filme para a personagem. Além disso, um novo especial do “The Muppet Show” estreou recentemente na Disney+ e na ABC, trazendo Piggy como protagonista. Com seu humor ácido e aristocrático, ela interrompeu o dueto de Kermit com Sabrina Carpenter, proferindo a clássica frase que todos esperavam ouvir: “Eu sou o que o público realmente quer”.
Para Eric Jacobson, que dá voz e manipula a boneca, interpretar Miss Piggy é um verdadeiro marco em sua carreira. Nos últimos anos, ele se tornou a voz de vários Muppets icônicos, como Bert e Grover, mas, em uma entrevista recente, destacou a singularidade de Piggy: “Ela está em outra magnitude, como ela mesma diria”.
A Origem de uma Lenda
Miss Piggy não foi sempre a estrela que conhecemos hoje. Seu primeiro surgimento foi como uma personagem secundária em um piloto que não vingou, em 1975. O design inicial foi criado por Bonnie Erickson, que se inspirou em suas recordações de infância, quando corria atrás de leitões. Usando um cubo de espuma de 30 centímetros, Erickson esculpiu a porquinha, e ao estrear o “Muppet Show” em 1976, ela já havia dado a Piggy um traço especial: olhos com íris e reflexos, algo inédito entre os Muppets.
Erickson, ao falar sobre sua criação, lembrou-se: “Eu queria que ela tivesse olhos expressivos, que parecessem reais”. E isso fez toda a diferença. A ideia de uma porca que usava luvas de ópera rapidamente se transformou em algo muito maior, especialmente quando, em ensaios, Frank Oz decidiu que Piggy deveria dar um golpe de caratê em Kermit, em vez de um simples tapa. A partir desse momento, a personagem ganhou vida própria.
Ascensão à Fama
O filme “Os Muppets no Cinema”, lançado em 1979, catapultou a popularidade de Piggy a um novo nível. Reconhecida como uma ícone da cultura pop, 1980 foi declarado o “Ano de Piggy” pela revista TV Guide, com capas em publicações renomadas como Life e People. No mesmo ano, começaram a ser lançados calendários temáticos da personagem, que posava em diversas situações, desde femme fatale até motoqueira. A obra “O Guia de Miss Piggy para a Vida”, escrita por Henry Beard, também se tornou um best-seller, consolidando ainda mais a fama da porquinha.
Considerada por muitos como a Muppet com maior complexidade emocional, Miss Piggy possui uma gama de sentimentos que a tornam única. Em 1979, o New York Times já havia destacado que sua capacidade emocional era inigualável entre as marionetes. Eric Jacobson concorda, afirmando que “ela é uma personagem extremamente complexa”, refletindo anseios e desejos universais que ressoam com públicos de todas as idades.
Um Fenômeno Cultural
O apego dos fãs a Miss Piggy pode ser descrito como quase um culto. Jacobson frequentemente encontra admiradores que desejam experimentar o icônico golpe de caratê de Piggy. “É incrível ver pessoas de todos os tipos, de repórteres a celebridades, na fila para receber um golpe de uma porquinha”, conta ele.
O novo especial do “Muppet Show” traz de volta Miss Piggy e seus amigos em um formato de show de variedades, com performances malucas e a clássica música-tema que todos amam. O diretor Alex Timbers, premiado com o Tony, expressou sua responsabilidade em manter a essência da personagem viva: “Ela impactou gerações de fãs, escritores e comediantes. As pessoas a amam e a adoram”.
A roteirista Albertina Rizzo complementou afirmando que a equipe se sentiu honrada em criar novas falas para essa verdadeira heroína da comédia. Miss Piggy continua a ser um ícone atemporal, conquistando corações e risadas por onde passa.

