Taxa de Desemprego Atinge Níveis Históricos em Maceió
Maceió fechou o ano de 2025 com uma taxa de desemprego estimada em 7,1%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este percentual representa o menor índice já registrado na história da capital alagoana, posicionando a cidade entre as capitais nordestinas com menor nível de desocupação, superada apenas por Aracaju, que apresentou 6%, e Natal, com 5,6%.
Os números são provenientes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) e refletem uma tendência de queda gradual do desemprego em Maceió ao longo dos últimos anos. Contudo, especialistas ressaltam a importância de analisar esses dados dentro de um contexto mais amplo, levando em conta fatores estruturais da economia local, como o perfil das atividades produtivas, a informalidade e a qualidade dos postos de trabalho disponíveis.
Setores Dinâmicos e Geração de Emprego
Segundo Arnóbio Cavalcanti, economista e professor na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), as atividades ligadas ao turismo e à cultura desempenham um papel significativo na composição do Produto Interno Bruto (PIB) da capital. Essas áreas são fundamentais para a absorção de mão de obra, especialmente em períodos de alta demanda turística e durante eventos culturais. “Esses setores não apenas geram empregos, mas também impulsionam a economia local”, afirma Cavalcanti.
Outro ponto relevante destacado por analistas é a concentração da geração de empregos formais em Maceió em comparação com o restante do estado. Dados do IBGE apontam que, até outubro de 2025, Alagoas registrou 16.347 novas vagas com carteira assinada, das quais 8.830 foram criadas na capital. Isso representa cerca de 51% do total de empregos formais gerados no estado, evidenciando o papel de Maceió como o principal centro econômico e de serviços de Alagoas.
Desafios Persistentes no Mercado de Trabalho
Apesar desse desempenho positivo, o mercado de trabalho em Maceió ainda enfrenta consequências de choques econômicos recentes. Um exemplo é o impacto do afundamento do solo em alguns bairros, associado às atividades da Braskem. Essa situação causou perdas patrimoniais, o deslocamento de moradores e uma retração econômica nas áreas afetadas, com consequências negativas para o comércio, serviços e o mercado de trabalho local.
No que tange às políticas públicas, a Secretaria Municipal do Trabalho, Emprego e Economia Solidária informa que o Sistema Nacional de Emprego (Sine) em Maceió realizou aproximadamente 12,5 mil atendimentos ao longo de 2025. Esses atendimentos envolveram cadastros, encaminhamentos e orientações para trabalhadores. A secretaria atribui parte desse volume ao investimento na modernização dos sistemas e à integração com plataformas federais, o que ampliou o alcance dos serviços prestados.
Portanto, a trajetória de Maceió em relação à taxa de desemprego é positiva, mas o cenário econômico ainda demanda atenção quanto aos desafios que permeiam a estrutura do mercado de trabalho local.

